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domingo, 26 de agosto de 2012
Raquete do futuro
A Babolat Play & Connect foi apresentada como a raquete do futuro. E é fácil entender o por quê.
Ela possui sensores eletrônicos que registram a performance do atleta, mostrando onde ele deve melhorar e criando estatísticas sobre o jogo. Entre outras coisas, é possível verificar a qualidade dos movimentos, captar a posição da bola na raquete e a velocidade do saque.
Um protótipo foi demonstrado por Rafael Nadal e outros tenistas na primeira rodada de Roland Garros. E o público pode ver no telão, tablet ou smartphone as informações em tempo real dos atletas.
Se os tenistas gostaram da novidade? O espanhol disse que adorou. Já a chinesa Na Li ficou com a pulga atrás da orelha por ter os dados compartilhados com suas adversárias.
E você, o que acha da raquete inteligente?
Abaixo, assista ao vídeo demonstrativo do produto, que deve ser lançado em 2013:
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Quadras Públicas
Para uma população total de 190 milhões de habitantes, dos quais estima-se que ao menos 1,5 milhão pratiquem tênis com alguma regularidade, o Brasil possui apenas 248 quadras de uso público, espalhadas por 14 diferentes Estados, segundo levantamento realizado com exclusividade por TenisBrasil.
A cidade de São Paulo lidera o balanço com 42 quadras, embora algumas sejam poliesportivas com demarcação para tênis. No estado, existem outras 68, além de mais seis em construção, totalizando 116 e portando ficando com mais de 48% de todo o universo do país.
Quase todas as grandes cidades têm número muito pequeno de quadras públicas, como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Campinas. Em outras, como Fortaleza, sequer existem. Destaque para as 13 de Santa Catarina e as 12 de Aracaju. Houve também surpresa ao se localizar 18 em Brasília (embora em estado ruim), duas em São Luís, sete em Boa Vista e uma em Macapá e Teresina. Muitos desses locais oferecem aula gratuita e quadra iluminada. Paredões são poucos.
O levantamento a seguir foi feito a partir dos dados fornecidos por internautas e confirmados por TenisBrasil. Caso exista discordância, inclusão de quadras ou informação adicional (principalmente quanto ao tipo de quadra e estado de conservação), envie os dados para o email joni1@uol.com.br.
SÃO PAULO
Capital
Parque Villa Lobos - 7 sintéticas
Parque Villas Boas - 1 sintética, 1 de saibro abandonada e 1 paredão
Parque Jacintho (Pirituba) - 2 de saibro
Parque da Juventude (Santana) - 2 sintéticas (sem grade lateral)
Parque Ecológico – 2 quadras sintéticas
Clube Escola* com quadras oficiais
CE Pacaembu - 1 de saibro e 1 sintética (iluminadas)
CE Arthur Friederich (Vila Alpina) - 1 sintética
CC Mané Garrincha (Ibirapuera) - 4 de saibro
CE Lapa (Pelezão) - 2 de saibro, 1 sintética (mau estado) e 1 paredão
CE Butantã - 1 quadra
CE dos Trabalhadores (Ceret) - 2 saibro e 4 sintéticas
CE Mooca: 1 quadra
CDC Bolsa D'Água: 2 de saibro (cobertas)
Clube Escola* com quadras não-oficiais (demarcadas em quadras poliesportivas)
CE Jardim São Paulo - 1 quadra
CE Curuçá - 1 quadra
CE Freguesia do Ó - 1 quadra
CE Joerg Bruder - 1 quadra
CE Parque do Carmo - 1 quadra
CE José Bonifácio - 1 quadra
CE Vila Maria - 1 quadra
CE Pirituba - 1 quadra
CDC Santa Bárbara - 1 quadra
* Clube Escola (CE) = o programa oferece raquetes e todo o material para todas idades, com prioridade para crianças. Precisa fazer a carteirinha do local.
Americana
5 quadras
Américo Brasiliense
Centro de Esportes - 1 sintética (mal conservada)
Araraquara
2 de saibro (mau estado)
Barueri
Parque Municipal - 1 quadra
Centro Olimpico Mário Covas - 2 sintéticas
Campo Limpo Paulista
Centro Esportivo Municipal - 1 quadra (sem iluminação)
Campinas
Lagoa do Taquaral - 3 quadras
Unicamp - 3 sintéticas (fins de semana)
Caraguatatuba
Orla - 4 sintéticas
Centro Esportivo Ubaldo Gonçalves - 1 quadra
Catanduva
Centro Esportivo Municipal - 1 quadra
Cerquilho
Avenida Prefeito Antonio Souto - 2 de saibro (iluminadas) e 2 sintéticas (iluminadas, em
construção)
Cubatão
Conjunto Poliesportivo - 2 sintéticas (iluminadas, pouca manutenção e fechadas aos sábados, domingos e feriados)
Franca
Poliesportivo - 2 sintéticas (fechadas no momento)
Guarulhos
Bosque Maia - 1 quadra
Ilha Solteira
2 de saibro
Itajobi
1 de saibro
Itatiba
Parque Ferraz Costa - 2 sintéticas
Jacareí
1 sintética
Jaguariuna
Parque José Dal´Bó Filho - 2 de saibro e 2 sintéticas, com iluminação
Jundiaí
Bolão - 3 de saibro (iluminadas) e 1 paredão, com aulas gratuitas inclusive para cadeirante
e deficiente intelectual
Mogi Guaçu
CE Antonio Campano - 2 sintéticas (gastas, com iluminação ruim)
Paulínia
2 sintéticas
Piracicaba
Universidade de Agronomia - 1 de saibro
Pirassununga
CEFE Médici - 2 sintéticas (iluminação ruim)
Presidente Epitácio
Complexo esportivo - 2 quadras (mau estado)
Salto
CE João Luiz Guarda - 1 sintética
Santo André
Parque Regional da Criança - 1 quadra
São Bernardo do Campo
Estádio 1º de maio - 2 de saibro (fechadas, em reforma)
São Carlos
Sesc - 1 quadra sintética
Universidade Federal - 2 quadras (ótimo estado)
São José do Rio Preto
SESI - 2 quadras (taxa 10 reais)
SESC - 1 quadra (taxa 10 reais)
São José dos Campos
5 sintéticas, em centros comunitários dos bairros Altos de Santana, Vila Tesouro, Jardim Cerejeiras e Jardim Morumbi
São Sebastião
Parque da rua da Praia - 1 quadra
Sertãozinho
Centro Esportivo - 3 sintéticas (com aulas gratuitas)
Sumaré
Centro Esportivo - 2 quadras
Tapiratiba
Centro de Lazer do Trabalhador - 1 quadra (com vestiário)
Várzea Paulista
1 quadra
Em construção
Indaiatuba - Parque Temático, 1 quadra
Presidente Prudente - 2 quadras
Tatuí - 3 de saibro
ALAGOAS
Maceió
Pajuçara - 2 de saibro (precisa se filiar à Associação)
Porto das Pedras
Complexo Tenístico Rumi Farias - 3 quadras, com aulas gratuitas para crianças, com
raquetes e bolas
AMAPÁ
Macapá
1 quadra
BAHIA
Salvador
Boca do Rio - 5 sintéticas e 1 paredão
Feira de Santana
Universidade Estadual - 1 quadra de tennis-fast (mau estado, iluminação ruim)
DISTRITO FEDERAL
Brasília
Defer - 8 sintéticas (mau estado de conservação e pagamento de taxa)
Parque da Cidade - 6 quadras (não tem rede)
Centro Olímpico da UnB - 4 sintéticas (mau estado de conservação)
SHIS QI 13 - 1 quadra sintética
104/105 sul - 1 quadra sintética
112/113 sul - 1 quadra sintética
ESPÍRITO SANTO
Vitória
Praça dos Namorados - 2 quadras sintéticas
Praça do Cauê - 1 quadra (mau estado)
Praça Jacob Suad (Mata da Praia) - 2 quadra (mau estado)
MARANHÃO
São Luís
Lagoa da Jansen - 2 quadras (bem iluminadas)
MATO GROSSO
Primavera do Leste
Pista de caminhada - 1 sintética
MINAS GERAIS
Araxá
2 quadras
Belo Horizonte
Parque das Mangabeiras - 2 sintéticas
Bairro Olhos d´Agua - 1 de saibro
Parque Municipal - 1 sintéticas (péssimo estado)
Caxambu
Parque das Águas - 3 de saibro (iluminadas), com aula para crianças
Juiz de Fora
Universidade Federal - 2 sintéticas
Paraisópolis
Av. Guarda Mor Carneiro - 2 quadras
Poços de Caldas
3 de saibro (iluminadas)
Viçosa
Universidade Federal - 1 sintética
PARANÁ
Curitiba
Jd. Botânico - 3 sintéticas (sem manutenção)
Jd. Ambiental - 1 quadra
Av. Arthur Bernardes - 1 sintética (iluminada, com aulas gratuitas para iniciantes)
Av. Wenceslau Brás - 1 quadra
Maringá
Universidade Estadual - 2 sintéticas
PERNAMBUCO
Recife
Praia de Boa Viagem - 3 sintéticas (1 com aula)
PIAUÍ
Teresina
Praça do 25º BC - 1 sintética (iluminada) e 1 paredão
RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro
Aterro do Flamengo - 2 quadras
Favela da Maré (Vila Olímpica) - 2 sintéticas
Lagoa - 4 sintéticas (2 em frente ao Clube Monte Líbano, 1 no Parque dos Patins, 1 próxima ao Cantagalo)
Parque Leopoldina (Bangu) - 1 quadra
Araruama
1 sintética (iluminada)
Ilha do Governador
Aterro do Cocotá - 2 sintéticas
Niterói
1 de saibro (manutenção ruim)
Volta Redonda
2 quadras
RIO GRANDE DO NORTE
Mossoró
Avenida Rio branco - 1 sintética
RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre
Parque Germânia - 2 sintéticas
Parque José Montaury (Rua 24 de Outubro) - 3 de saibro e 1 paredão
Praça Des. La Hire Guerra (bairro Três Figueiras) - 1 de saibro
Canoas
Parque Eduardo Gomes (Parcão) - 2 de piso asfáltico (1 precária)
Flores da Cunha
2 quadras
Santa Maria
Universidade Federal - 1 quadra
SANTA CATARINA
Florianópolis
Federação Catarinense (Beira-Mar) - 6 de saibro (4 iluminadas)
Universidade Federal - 5 de saibro (iluminadas) e 1 sintética
Blumenau
Parque Ramiro Ruediger - 1 sintética (iluminada)
SERGIPE
Aracaju
Federação (Orla de Atalaia) - 5 de saibro e 7 sintéticas, com aulas para crianças carentes (turistas pagam R$ 20)
RORAIMA
Boa Vista
Complexo Ayrton Senna - 2 quadra
Praça no Bairro Caçari - 1 quadra
Vila Olimpica - 3 quadras
Avenida Terencio Lima - 1 quadra
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Entenda melhor os anti-inflamatórios
Anti-inflamatórios são muito usados no Brasil e em todo o mundo para tratar quadros de dor aguda. Mas porque será? Então podemos falar que eles também são analgésicos? Podemos sim.
Dr. Rogério Teixeira da Silva é Mestre e Doutor em Ortopedia e Medicina Esportiva pela Unifesp, é coordenador do NEO - Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia e diretor da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte da SBOT e médico do grupo de ortopedia e traumatologia esportiva do Hospital São Luiz - Morumbidomingo, 5 de agosto de 2012
Educação corporal
13/05/2012 às 19h55
Por André da Costa Gonçalves (Jacaré)
Teste de pliometria
Existem tenistas de 16 anos com dificuldades de realizar outra atividade física fora da quadra de tênis como andar de bicicleta, nadar, ou não sabem correr e saltar com técnica. O treinamento funcional resgata estas habilidades que tiveram suas fases de ouro na infância e adolescência.
A capacidade funcional é a habilidade utilizada por não-atletas para realizar as atividades normais do dia-a-dia com eficiência, autonomia e independência. Para os atletas, o destaque fica para as técnicas de priocepção, domínio motor e alta especificidade.
Os atletas que praticam o treinamento funcional atingem rapidamente um nível superior. A ótima utilização da cadeia cinética motora é importantíssima para atingir a potência necessária para o profissionalismo.
Com o treinamento funcional é possível criar o exercício específico com os equipamentos (elásticos, bolas, med ball, suíça, reaction ball, zigg ball, balance disc, builder swing, plataformas, cintos, radar). Conseguimos simular o ângulo que está faltando para o golpe sair com velocidade, joelhos e ombros sincronizados para biomecânica ideal, tendinites reduzidas e ainda medir a evolução do tenista (notas de desempenho).
Desenvolvemos e aprendemos exercícios novos com os capacitadores, fisioterapeutas, treinadores, biomecânicos. Todos desenvolvem novas metodologias de ensino para aperfeiçoar de forma rápida o físico do jogador.
O desafio é outro fator para optar pelo funcional, pois utilizando os novos equipamentos para a prática, o treinador eleva o nível dos tenistas rapidamente, com a utilização do desafio ideal e diário e com as progressões (notas de desempenho).
Uma biomecânica de golpes e movimentação ótima reduz o número de contusões (exemplo: Federer). No YouTube, podemos assistir aos melhores tenistas profissionais do mundo utilizando técnicas de treinamento funcional e pilates: Federer, Sharapova, as irmãs Williams, Andy Roddick, Andy Murray, Rafael Nadal, entre outros. Assista a um de nossos vídeos jtfbr youtube.
Mas acredite: eles não mostram tudo que fazem; escondem aquele treino que os fazem vencer determinado adversário.
Conclusão
Esta matéria é parte do estudo “Bateria de testes para tenistas” (700 testes realizados e repetidos entre 4 a 12 vezes por jogador, com idades variando entre dos 8 aos 17 anos. Duração da pesquisa: 12 anos).
Os resultados indicaram deficiência de qualidade em capacidades físicas como: força rápida, potência de golpes, velocidade de arranque e de movimentos, força de impulsão, flexibilidade, nos juvenis brasileiros. (Gonçalves)
Resistência aeróbia é a melhor capacidade física juntamente com os índices técnicos dos golpes de base. Estes índices são elevados nos brasileiros desde os 12 anos, mas não se elevam com os 16 e 18 anos.
Concluindo, existe uma deficiência em técnicas e biomecânicas avançadas, principalmente nas jogadoras.
A falta de utilização da cadeia cinética, a pouca flexão dos joelhos para ativar o principio de ação e reação dos membros inferiores é a principal causa da falta de potência e de profundidade dos golpes dos jogadores a partir dos 16 anos, principalmente nos saques. (Gonçalves 2000.)
Os treinadores precisam desenvolver uma biomecânica mais moderna nos seus jogadores. As necessidades são múltiplas, baseadas em saltos combinados com giros, princípios de equilíbrio, inércia, oposição de forças, transferência de peso, momentum linear e angular e a cadeia cinética (Braga Neto 2010). Aí sim os tenistas brasileiros disputarão os grandes torneios e, mais, irão jogar mais tempo, melhor nível, com menos lesões. O treinamento funcional é uma ótima opção para todas estas gestões.
Diretor do JTF - Formação e Treinamento
Ribeirão Preto / SP
andregoncalves10@hotmail.com
Medicina Esportiva.
26/04/2011 às 10h36
Por Dr. Rogério Teixeira da Silva
É a abreviação de Plasma Rico em Plaquetas.
Tubos de ensaio mostrando o PRP (parte amarela dos tubos) após a
centrifugação
O que vem a ser o tratamento com PRP?
O tratamento consiste na utilização das plaquetas (as células do sangue que são responsáveis pelos processos de cicatrização de tecidos) como auxiliar ao tratamento de doenças e lesões. Antigamente muito usado em cirurgia buco-maxilar e em odontologia, nos últimos anos vem tendo utilidade na cirurgia cardíaca e na ortopedia, além de ser um grande avanço no tratamento de algumas lesões esportivas.
Qual o objetivo do tratamento com PRP?
O objetivo é ajudar o processo natural de cicatrização dos tecidos. Muitas partes do nosso corpo apresentam lesões crônicas pois têm um grande problema na vascularização e nutrição. Um exemplo disso são os tendões, que não têm normalmente grande quantidade de vasos sanguíneos. Isso faz com que eles não tenham um grande potencial de cicatrização, quando apresentam lesões. As plaquetas podem ser excelentes auxiliares na cicatrização destes tecidos, e hoje são recomendadas em muitas situações clínicas.
Onde posso utilizar o tratamento com PRP?
1. Tendinites crônicas (cotovelo, joelho, quadril, tornozelo, entre outros locais)
2. Rupturas parciais de tendões (tendão de aquiles, tendões do joelho)
3. Lesões musculares crônicas (quando nenhum outro tratamento clínico obteve sucesso)
4. Como auxiliar ao tratamento de defeitos de cicatrização de fraturas (as chamadas pseudoartroses)
5. Como tratamento alternativo intra-articular nas artroses iniciais de joelho (em conjunto com outras terapias)
6. Em cirurgias de reparo de tendões e ligamentos do joelho
7. Como auxiliar ao tratamento das lesões de cartilagem do joelho
Forma de PRP condensado, da forma como é utilizado em cirurgias (para isso temos que centrifugar por mais tempo)
Existem evidências científicas para o seu uso em ortopedia?
Sim. Recentemente foram publicados estudos de nível de evidência I (a melhor que pode ser realizada quando falamos em estudos clínicos) mostrando que a terapia com PRP é superior a aplicação de corticóide nas tendinites do cotovelo. Em outras patologias as evidências são de nível II, III e IV, em lesões musculares, tendinites do ombro e tendinopatias de aquiles. Para algumas tendinopatias de aquiles o PRP não deve ser indicado - como no caso da lesão que não apresenta imagens de rupturas intratendíneas. Trabalhos já mostraram que a indicação depende muito da fase da lesão, de qual tecido estamos tratando, e do tipo de processamento destas plaquetas.
Todos os tratamentos com PRP são iguais?
Não. Em nosso país temos somente alguns materiais (todos importados) que estão autorizados a processar o sangue para posteriormente as plaquetas serem colocadas no tendão ou em outra estrutura qualquer. Procedimentos manuais ainda não estão autorizados para serem realizados em consultórios, somente em clínicas que manipulam produtos hemoderivados, como hemocentros. Os diferentes kits para preparo do PRP produzem tipos diferentes de concentrados de células, uns com mais e outros com menos produtos agregados (entre eles os leucócitos). Dependendo do que é pretendido em termos de resposta inflamatória escolhemos um ou outro produto, e é por isso que essa decisão deve ser do seu médico.
Existe alguma complicação quando se utiliza o PRP?
Não. O sangue é processado imediatamente após a sua coleta, e não são usadas substâncias exógenas, somente o sangue do paciente. Uma contra-indicação é que não devemos utilizar este produto em pacientes que tenham tumores na área de implante do PRP, pois isso pode aumentar o processo de crescimento do tumor. Também não existe nenhum problema de doping, para quem quiser utilizar isso em atletas profissionais. A única contra-indicação do PRP é em pacientes que têm baixa concentração plaquetária (a chamada plaquetopenia), pois o processo não gera nenhuma plaqueta, simplesmente concentra as já existentes. Se a concentração de plaquetas é muito baixa não terei como após a centrifugação contar com um número elevado de células.
No sentido de orientar melhor os médicos fizemos uma apresentação que conta toda a história da pesquisa e da aplicação clínica do PRP. Para quem tiver interesse, e for da área médica, por favor acesso o link PRP. A aula é um pouco demorada para começar, pelo fato de ter 40 minutos - apresenta também muitos termos técnicos, mas mostra o que temos hoje de suporte para indicação deste novo tratamento. Pelo fato de envolver um tratamento específico ela só pode ser acessada por médicos após o devido cadastro no site.
Dr. Rogério Teixeira da Silva é Mestre e Doutor em Ortopedia e Medicina Esportiva pela Unifesp, é coordenador do NEO - Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia e diretor da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte da SBOT e médico do grupo de ortopedia e traumatologia esportiva do Hospital São Luiz - Morumbi
Blog: http://docroger.blogspot.com
rogerio@neo.org.br
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Análise Biomecânica do Saque - Fase 4
Prof. Dr. Ludgero Braga Neto
Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:
1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.
Estudando esta quarta fase do saque, começamos a entender a dificuldade dos tenistas iniciantes em sincronizar as diferentes alavancas envolvidas no saque. O movimento de “laçada” é para baixo, e o movimento de extensão dos joelhos é para cima. Repare isso no vídeo abaixo, durante o saque de Roger Federer:
Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:
1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.
A seguir, explicarei cada um dos quatro movimentos que compõem esta fase do saque:
”LAÇADA”
Este movimento tem a finalidade de ampliar a trajetória da cabeça da raquete e assim permitir que o tenista tenha maior distância para acelerar o movimento até o ponto de contato com a bola. Além da distância, o movimento de “laçada” exige uma perfeita sincronização temporal. A raquete não deve parar nas costas. Deve apenas passar pelas costas. Se a raquete parar nas costas, o movimento entrará em inércia, e o sacador deverá gastar muita energia para colocar o sistema em movimento novamente. Para ajustar o ritmo da “laçada”, existe um aparelho bem simples: um cabo de raquete acoplado à uma corda com uma bola presa na ponta. Veja no vídeo abaixo:
Quem me apresentou este aparelho foi o grande tenista e técnico Carlos Alberto Kirmayr. Quem não encontrar esta pequena invenção para comprar, pode adaptar: coloque uma bola de beisebol dentro de uma meia de futebol (comprida). Ou ainda, utilize uma toalha com um nó na ponta, com mostra a Figura abaixo:
Confira abaixo, alguns tenistas na fase de "laçada", caracterizada pela ponta da raquete apontando para baixo:
Talvez agora fique mais claro o motivo de fazermos um dos exercícios mais clássicos de alongamento:
Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:
1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.
Estudando esta quarta fase do saque, começamos a entender a dificuldade dos tenistas iniciantes em sincronizar as diferentes alavancas envolvidas no saque. O movimento de “laçada” é para baixo, e o movimento de extensão dos joelhos é para cima. Repare isso no vídeo abaixo, durante o saque de Roger Federer:
A seguir, explicarei cada um dos quatro movimentos que compõem esta fase do saque:
”LAÇADA”
Este movimento tem a finalidade de ampliar a trajetória da cabeça da raquete e assim permitir que o tenista tenha maior distância para acelerar o movimento até o ponto de contato com a bola. Além da distância, o movimento de “laçada” exige uma perfeita sincronização temporal. A raquete não deve parar nas costas. Deve apenas passar pelas costas. Se a raquete parar nas costas, o movimento entrará em inércia, e o sacador deverá gastar muita energia para colocar o sistema em movimento novamente. Para ajustar o ritmo da “laçada”, existe um aparelho bem simples: um cabo de raquete acoplado à uma corda com uma bola presa na ponta. Veja no vídeo abaixo:
Quem me apresentou este aparelho foi o grande tenista e técnico Carlos Alberto Kirmayr. Quem não encontrar esta pequena invenção para comprar, pode adaptar: coloque uma bola de beisebol dentro de uma meia de futebol (comprida). Ou ainda, utilize uma toalha com um nó na ponta, com mostra a Figura abaixo:
Confira abaixo, alguns tenistas na fase de "laçada", caracterizada pela ponta da raquete apontando para baixo:
Talvez agora fique mais claro o motivo de fazermos um dos exercícios mais clássicos de alongamento:
Este alongamento aumenta a flexibilidade do ombro, e assim o movimento de “laçada” será facilitado. Além do alongamento, é possível realizar exercícios específicos que estimulam esta importante alavanca do saque, como mostra o vídeo abaixo:
ROTAÇÃO DO TRONCO
Ao analisarmos um sacador de elite, percebemos que a rotação do tronco ocorre em 3 eixos anatômicos:
1) Rotação de baixo para cima – representa o movimento do ombro direito (no caso dos tenistas destros) de baixo para cima, como mostrado na seqüência de fotos abaixo:
Repare como nas cinco primeiras fotos o ombro direito (em vermelho) está posicionado abaixo do ombro esquerdo (em azul). Nas últimas duas fotos, o ombro direito passa a posicionar-se acima do ombro esquerdo. Por isso esta rotação é conhecida como “shoulder-over-shoulder”.
2) Rotação de trás para frente – representa o movimento do ombro direito (no caso dos tenistas destros) de fora para dentro da quadra, ou ainda, de trás para frente. Repare na seqüência de fotos abaixo, que a tenista inicia o saque com o ombro direito atrás da linha de base, e finaliza o saque com este ombro a frente da linha de base:
3) Rotação da direita para a esquerda (destros) – representa o movimento do ombro para o lado. Esta rotação é conhecida como “twist”.
Abaixo, vemos a representação das três rotações citadas
Em todos esses casos, a rotação do tronco tem como finalidade aumentar a velocidade da raquete até o contato com a bola, através do aumento do momento angular. Estudos mostram que entre as três rotações, a “shoulder-over-shoulder” é a que mais contribui para aumentar a velocidade da raquete, e consequentemente a potência do saque.
EXTENSÃO DOS JOELHOS
Este movimento é responsável por conduzir o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola que foi lançada. Quanto mais poderosa esta extensão, maior será o alcance vertical e horizontal do tenista. O alcance vertical especificamente é muito importante, pois aumenta o ponto de contato entre a raquete e a bola. Quanto mais alto este ponto de contato, maior a chance de livrar a bola da rede. Veja isso na Figura abaixo:
Veja a seguir uma série de fotos que demonstram essa impulsão:
A descida do braço não-dominante até próximo à cintura é responsável por estabilizar o corpo do tenista, preparando-o para executar as rotações do tronco, principalmente a rotação "shoulder-over-shoulder". Confira abaixo alguns exemplos de tenistas realizando esta estabilização:
À disposição para dúvidas:
ludgerobraganeto@gmail.com
O TENIS É UM ESPORTE PARA TODOS
O tênis é bom para a saúde e para a condição física. A ITF realizou estudos que demonstraram que quando jogadores amadores de nível similar jogam tênis durante uma hora, correm em media 2,5km e mantém um ritmo cardíaco médio entre 140 e 170 batimentos por minuto. Não é de se surpreender que tênis seja o melhor esporte para ajudar as pessoas de todas as idades a se manterem sadias e em plena forma.
Os estudos demonstraram que jogar tênis regularmente.
1 Melhora a saúde e o bem estar geral
2 Melhora a condição física aeróbica, a flexibilidade e a agilidade
3Reduz o risco de doenças como osteoporose, doenças cardíacas e diabetes
4 Melhora a capacidade de tomar decisões e de resolver situações difíceis.











