segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Análise Biomecânica do Saque - Fase 4


Prof. Dr. Ludgero Braga Neto




Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:


1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.


Estudando esta quarta fase do saque, começamos a entender a dificuldade dos tenistas iniciantes em sincronizar as diferentes alavancas envolvidas no saque. O movimento de “laçada” é para baixo, e o movimento de extensão dos joelhos é para cima. Repare isso no vídeo abaixo, durante o saque de Roger Federer:






Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:


1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.



A seguir, explicarei cada um dos quatro movimentos que compõem esta fase do saque:




”LAÇADA”

Este movimento tem a finalidade de ampliar a trajetória da cabeça da raquete e assim permitir que o tenista tenha maior distância para acelerar o movimento até o ponto de contato com a bola. Além da distância, o movimento de “laçada” exige uma perfeita sincronização temporal. A raquete não deve parar nas costas. Deve apenas passar pelas costas. Se a raquete parar nas costas, o movimento entrará em inércia, e o sacador deverá gastar muita energia para colocar o sistema em movimento novamente. Para ajustar o ritmo da “laçada”, existe um aparelho bem simples: um cabo de raquete acoplado à uma corda com uma bola presa na ponta. Veja no vídeo abaixo:





Quem me apresentou este aparelho foi o grande tenista e técnico Carlos Alberto Kirmayr. Quem não encontrar esta pequena invenção para comprar, pode adaptar: coloque uma bola de beisebol dentro de uma meia de futebol (comprida). Ou ainda, utilize uma toalha com um nó na ponta, com mostra a Figura abaixo:



Confira abaixo, alguns tenistas na fase de "laçada", caracterizada pela ponta da raquete apontando para baixo:


Talvez agora fique mais claro o motivo de fazermos um dos exercícios mais clássicos de alongamento:




Este alongamento aumenta a flexibilidade do ombro, e assim o movimento de “laçada” será facilitado. Além do alongamento, é possível realizar exercícios específicos que estimulam esta importante alavanca do saque, como mostra o vídeo abaixo:





Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:


1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.


Estudando esta quarta fase do saque, começamos a entender a dificuldade dos tenistas iniciantes em sincronizar as diferentes alavancas envolvidas no saque. O movimento de “laçada” é para baixo, e o movimento de extensão dos joelhos é para cima. Repare isso no vídeo abaixo, durante o saque de Roger Federer:

A seguir, explicarei cada um dos quatro movimentos que compõem esta fase do saque:

”LAÇADA”

Este movimento tem a finalidade de ampliar a trajetória da cabeça da raquete e assim permitir que o tenista tenha maior distância para acelerar o movimento até o ponto de contato com a bola. Além da distância, o movimento de “laçada” exige uma perfeita sincronização temporal. A raquete não deve parar nas costas. Deve apenas passar pelas costas. Se a raquete parar nas costas, o movimento entrará em inércia, e o sacador deverá gastar muita energia para colocar o sistema em movimento novamente. Para ajustar o ritmo da “laçada”, existe um aparelho bem simples: um cabo de raquete acoplado à uma corda com uma bola presa na ponta. Veja no vídeo abaixo:


Quem me apresentou este aparelho foi o grande tenista e técnico Carlos Alberto Kirmayr. Quem não encontrar esta pequena invenção para comprar, pode adaptar: coloque uma bola de beisebol dentro de uma meia de futebol (comprida). Ou ainda, utilize uma toalha com um nó na ponta, com mostra a Figura abaixo:


Confira abaixo, alguns tenistas na fase de "laçada", caracterizada pela ponta da raquete apontando para baixo:


Talvez agora fique mais claro o motivo de fazermos um dos exercícios mais clássicos de alongamento:

Este alongamento aumenta a flexibilidade do ombro, e assim o movimento de “laçada” será facilitado. Além do alongamento, é possível realizar exercícios específicos que estimulam esta importante alavanca do saque, como mostra o vídeo abaixo:


ROTAÇÃO DO TRONCO

Ao analisarmos um sacador de elite, percebemos que a rotação do tronco ocorre em 3 eixos anatômicos:


1) Rotação de baixo para cima – representa o movimento do ombro direito (no caso dos tenistas destros) de baixo para cima, como mostrado na seqüência de fotos abaixo:


Repare como nas cinco primeiras fotos o ombro direito (em vermelho) está posicionado abaixo do ombro esquerdo (em azul). Nas últimas duas fotos, o ombro direito passa a posicionar-se acima do ombro esquerdo. Por isso esta rotação é conhecida como “shoulder-over-shoulder”.


2) Rotação de trás para frente – representa o movimento do ombro direito (no caso dos tenistas destros) de fora para dentro da quadra, ou ainda, de trás para frente. Repare na seqüência de fotos abaixo, que a tenista inicia o saque com o ombro direito atrás da linha de base, e finaliza o saque com este ombro a frente da linha de base:

Este movimento é conhecido como “somersault”.


3) Rotação da direita para a esquerda (destros) – representa o movimento do ombro para o lado. Esta rotação é conhecida como “twist”.

Abaixo, vemos a representação das três rotações citadas





Em todos esses casos, a rotação do tronco tem como finalidade aumentar a velocidade da raquete até o contato com a bola, através do aumento do momento angular. Estudos mostram que entre as três rotações, a “shoulder-over-shoulder” é a que mais contribui para aumentar a velocidade da raquete, e consequentemente a potência do saque.




EXTENSÃO DOS JOELHOS

Este movimento é responsável por conduzir o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola que foi lançada. Quanto mais poderosa esta extensão, maior será o alcance vertical e horizontal do tenista. O alcance vertical especificamente é muito importante, pois aumenta o ponto de contato entre a raquete e a bola. Quanto mais alto este ponto de contato, maior a chance de livrar a bola da rede. Veja isso na Figura abaixo:
Como já discutimos em outros textos, a força gerada pela extensão dos joelhos sobre o solo é o início efetivo da Cadeia Cinética. Esta força de extensão empurra o solo para baixo, que, através da 3a Lei de Newton (Ação e Reação) empurra o tenista para cima. Podemos concluir então que este movimento dos membros inferiores é a grande energia inicial do saque, e se for deficiente, sobrecarregará os membros superiores.


Veja a seguir uma série de fotos que demonstram essa impulsão:
 



DESCIDA DO BRAÇO NÃO-DOMINANTE



A descida do braço não-dominante até próximo à cintura é responsável por estabilizar o corpo do tenista, preparando-o para executar as rotações do tronco, principalmente a rotação "shoulder-over-shoulder". Confira abaixo alguns exemplos de tenistas realizando esta estabilização:





Abraços.


À disposição para dúvidas:

ludgerobraganeto@gmail.com











Prof. Dr. Ludgero Braga Neto


Mestre e Doutor em Biomecânica do Tênis pela USP, onde ministra a disciplina “Tênis” desde 2002. Tenista 1a Classe pela Federação Paulista de Tênis, é Coordenador Técnico da Academia Slice Tennis (Alphaville), onde já treinou alguns tenistas de destaque, como Thomaz Bellucci e Jenifer Widjaja.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Este ano resolvi fazer algo diferente. Em vez de excluir 15, 20 lances e publicar aqui no blog apenas os dez melhores, em vídeos separados, juntei tudo e fiz uma coletânea dos 30 melhores pontos que encontrei na internet. Juntei todos em um vídeo só e publiquei abaixo.

Outra tradição das retrospectivas aqui do Saque e Voleio é a famosa coletânea com os melhores golpes lances do tênis no ano. É algo trabalhoso, que depende um pouco da minha memória e muito do que há disponível no YouTube, a melhor fonte de material para um post assim. Passo horas na frente do computador, faço uma grande lista de lances e, depois, fico mais um tempão julgando e escolhendo os dez melhores.
Antes que vejam, algumas explicações são necessárias. Primeiro: não fiquei quebrando a cabeça com a ordem dos lances. Para mim, pouco faz diferença se o rali de Ferrer e Nadal em Roma ficou na frente do match point salvo por Djokovic no US Open com um swing volley. Os dois pontos são ótimos de ver.
Entretanto, usei alguns critérios básicos (embora não seja tão apegado assim a eles). Lances em jogos importantes valem mais do que em amistosos ou em primeiras rodadas. Até por isso, o Gran Willy de Federer sobre Dabul não ganhou tão destaque quanto, por exemplo, o match point de Verdasco contra Ferrer no US Open. Também dou valor à criatividade, o que joga Hanescu para cima e também deixaria Llodra no alto da lista se houvesse um vídeo decente do saque por baixo que ele executou (e ganhou o ponto) contra Federer.
Com tudo isso explicado, ressalto que o que importa, aqui, é a coletânea. São mais de 20 minutos de pontos impressionantes. Depois, se você, leitor, souber de algum lance que não entrou, use a caixinha e deixe o link para que todos vejam. Só não vale citar ponto sem imagem, combinado? Então clique abaixo e divirta-se. E descubra por que Andy Murray não está sorrindo na foto…

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Backhand com 1 ou 2 mãos?




Por Prof. Dr. Ludgero Braga Neto

Há oito anos, escrevi um texto no site TenisBrasil abordando esta freqüente dúvida entre muitos tenistas. A partir deste texto, recebi muitos e-mails questionando sobre as vantagens e desvantagens de cada um dos dois tipos de backhand. Resolvi então pesquisar este tema, que fez parte da minha Tese de Doutorado, concluída em 2008, na Universidade de São Paulo.
Antes da década de 70, realizar um golpe de esquerda (backhand) com duas mãos era exceção, quase uma heresia. Este golpe nem era citado nos livros de tênis da época. Só passou a receber um pouco de atenção quando jogadores como Jimmy Connors, Chris Evert e Björn Borg começaram a ganhar importantes títulos golpeando o backhand com ambas as mãos.
Atualmente, é fácil verificarmos que grande parte dos tenistas profissionais adotaram o backhand com duas mãos. Apesar deste fenômeno ocorrer principalmente no tênis feminino, também vem ganhando força no masculino: 16 tenistas entre os 20 melhores do mundo (Ranking da ATP em 01 de Novembro 2010) utilizam o backhand com duas mãos. Apenas quatro tenistas utilizam o backhand com uma mão: Federer, Youzhny, Almagro e Ljubicic. Na mesma data, o Ranking da WTA apresenta apenas duas tenistas entre as 20 melhores que utilizam o backhand com uma mão: Schiavone e Henin.
Não podemos negar então, que o backhand evoluiu para duas mãos. Porém, ainda existem extensas discussões entre os técnicos sobre as vantagens e desvantagens de cada golpe. Infelizmente, estas dúvidas acabam se estendendo aos tenistas em fase de formação. Penso que a melhor maneira de tentar resolver esta dicotomia é buscar respaldo na Ciência que mais se aproxima às questões técnicas do tênis: a Biomecânica.
Assim sendo, apresentarei uma comparação entre os dois tipos de backhand, analisando 9 aspectos técnicos baseados em livros especializados e principalmente em estudos científicos. Apresentarei também, alguns resultados obtidos a partir da minha Pesquisa Científica.

ALCANCE
– Talvez este seja um dos mais óbvios. Em bolas mais curtas ou laterais, quem utiliza o backhand com uma mão leva vantagem, pois terá a chance de realizar uma extensão total do cotovelo. Nestas situações extremas, o tenista que utiliza o backhand com duas mãos terá seu alcance reduzido devido ao posicionamento da mão não-dominante sobre o cabo da raquete, o que impede a extensão do cotovelo. A Foto 01 mostra esta diferença. Podemos concluir então, que para golpear o backhand com duas mãos, o tenista deverá se aproximar um pouco mais da bola. Além dessa maior distância a ser percorrida, golpear a bola utilizando-se do backhand com duas mãos, torna mais difícil o deslocamento do tenista em direção à bola, o que exige uma maior coordenação.

Foto 01 – Comparação do Alcance entre os dois Backhands.

ANGULAÇÃO
- Quem utiliza o backhand com duas mãos tem maior facilidade em cruzar bolas com topspin, principalmente as mais curtas, pois contam com o auxílio do antebraço e punho não-dominante (Foto 02). Obviamente, esse auxílio não ocorre durante o backhand com uma mão.

Foto 02 – Auxílio do antebraço não-dominante no Backhand com 2 mãos.

APRENDIZAGEM
– Incluiremos aqui alguns itens que são fundamentais durante a fase de aprendizagem do tênis: demanda de força muscular, coordenação motora e ponto de contato raquete-bola. Quanto à demanda de força muscular, o backhand com duas mãos é o golpe mais recomendado para tenistas iniciantes e/ou mais jovens. Distribui a sobrecarga sobre o sistema ombro/braço/antebraço/punho. Isso proporcionará maior estabilidade na cabeça da raquete no momento do contato com a bola, fase crucial do golpe. Quanto à coordenação motora, o backhand com duas mãos também apresenta vantagens, pois os segmentos corporais atuam de forma mais conjunta e não independente, como ocorre no backhand com uma mão. Além disso, o backhand com duas mãos não exige um ponto de contato tão à frente como o backhand com uma mão, permitindo ao tenista pequenos erros de timing, além de maior conforto por estar mais próximo ao corpo. Ainda, golpeando o backhand com duas mãos, o aprendiz terá menos dificuldades nas inevitáveis bolas altas, podendo utilizar também a mão não-dominante para auxiliá-lo.


Foto 03 – A aprendizagem do Backhand em crianças: grande demanda de força muscular.

PONTO DE CONTATO
– O ponto de contato com a bola durante a execução do backhand com uma mão, é aproximadamente, entre 20 e 30 centímetros mais à frente se comparado ao backhand com duas mãos. Esse é um fator complicador em bolas rápidas, pois a técnica com uma mão exige maior velocidade de movimento da raquete, caso contrário o contato será atrasado.

POSICIONAMENTO DOS PÉS
- O aumento da velocidade da bola durante as trocas de fundo de quadra (rally) no tênis moderno, forçou os jogadores a utilizar a posição de open stance para golpear o backhand com duas mãos. Esta posição permite ao tenista executar o golpe mantendo os pés de frente para a rede, sem a necessidade de um passo de ajuste extra. A posição clássica (square stance) posiciona o tenista lateralmente, porém exige este passo de ajuste. Sob a perspectiva tática, o open stance facilita a recuperação do tenista em direção ao centro da quadra mais rapidamente, pois ao final do golpe ainda estará posicionado de frente para a rede. Mesmo em open stance, o tenista consegue executar a rotação do quadril e ombros para golpear a bola durante o backhand. Estas são importantes fontes de potência desta técnica. Os tenistas adeptos do backhand com duas mãos, podem utilizar os dois tipos de posicionamento dos pés, dependendo da situação tática. Por outro lado, o jogador que utiliza o backhand com uma mão, poderá realizar o open stance eficientemente apenas em algumas situações específicas. Exemplos: quando necessitar realizar a fase de preparação (backswing) curta, para golpear bolas altas com o apoio no pé esquerdo (destros) ou em devoluções de saque. Confira a diferença entre o posicionamento dos pés na Foto 04, abaixo:

Foto 04 – Maior facilidade em utilizar o Open Stance com 2 mãos.

PREPARAÇÃO DO GOLPE
– O backhand com duas mãos demanda um menor tempo de execução da fase de preparação do golpe (backswing). O raio de giro é menor quando comparado ao backhand com uma mão. Os cotovelos podem ser mantidos mais próximos do tronco, facilitando a preparação.
Veja na Foto 05:

Foto 05 – Raio de giro durante a preparação do Backhand.

PREVENÇÃO DE LESÕES - Ao golpear o backhand com duas mãos, o choque gerado pelo contato raquete-bola é distribuído entre os dois braços, diminuindo as chances de lesões, principalmente no cotovelo

SLICE e GOLPES ESPECIAIS – Geralmente, o backhand slice, o bate-pronto do meio da quadra e a curtinha (drop shot), são executados com a empunhadura (grip) continental, coincidindo portanto com a empunhadura da mão dominante durante a execução do backhand com duas mãos. Portanto, o tenista que utiliza o backhand com duas mãos não necessita trocar de empunhadura para realizar estes golpes. Isso é muito importante para esconder a jogada, o chamado disguise. Também é vantajoso durante a subida à rede, pois ao executar a bola de aproximação utilizando o backhand com duas mãos, o tenista não precisará trocar a empunhadura para os próximos golpes: voleio, smash ou bate-pronto. Vale ressaltar que tenistas adeptos do backhand com duas mãos, utilizam esta técnica para golpes chapados ou com topspin, e então, devem utilizar o backhand com uma mão para golpear com slice.

VELOCIDADE DA RAQUETE – Essa é uma das variáveis mais significativas na geração de potência dos golpes. Mais uma vez, os adeptos da técnica de backhand com duas mãos levam vantagem. O menor raio de giro dos executantes desta técnica fornece maior velocidade angular da cabeça da raquete no momento do contato, e potencialmente maiores velocidades lineares no momento e após este contato. Ao golpear o backhand com duas mãos, o tenista utiliza mais as articulações do cotovelo e punho, que por serem menores, geram maiores velocidades.

RESULTADO DA COMPARAÇÃO: Ao final da análise comparativa, percebemos uma ampla vantagem do backhand com duas mãos, que apresentou vantagens em 8 dos 9 aspectos abordados.
Veja na Tabela abaixo, o resumo deste resultado:
Variável:
Backhand
1 mão
Backhand
2 mãos
Alcance
✔
✗
Angulação
✗
✔
Aprendizagem
✗
✔
Ponto de Contato
✗
✔
Posicionamento dos Pés
✗
✔
Preparação do Golpe
✗
✔
Prevenção de Lesões
✗
✔
Slice e Golpes Especiais
✗
✔
Velocidade da Raquete
✗
✔
Apesar de a maioria das variáveis acima apontar maiores vantagens para o backhand com duas mãos, é interessante que o tenista em dúvida experimente as duas opões, para então tomar sua decisão. Aproveito para deixar algumas dicas de treino, qualquer que seja sua escolha:
Backhand com uma mão:
*  Procure fortalecer o antebraço e o punho. A musculatura destas regiões são muito solicitadas durante a execução deste golpe;
*  Treine rebater bolas altas, que sempre incomodam quem utiliza esta técnica;
* Faça treinos que desenvolvam seu tempo de reação, principalmente envolvendo trocas de empunhadura;
*  Procure abreviar sua preparação (backswing), principalmente durante a devolução de saque;
*  Faça drills para desenvolver sua cruzada curta com topspin, enfatizando a utilização do antebraço.

Backhand com duas mãos:
*  Procure fazer do seu backhand com duas mãos, um ”espelho” do forehand: a mão não-dominante deve descrever a mesma trajetória da mão dominante no forehand. Desta forma, você conseguirá utilizar melhor sua mão não-dominante, sobrecarregando menos os músculos do antebraço e punho.

PESQUISA CIENTÍFICA – Após quatro anos absorvendo conhecimentos na graduação, tive a chance de ingressar na área de pesquisa, através da pós-graduação. A grande diferença é a oportunidade em gerar conhecimentos para compartilhar com os profissionais da minha área. A seguir então, apresentarei resumidamente minha pesquisa científica sobre este tema.

Justificativas do Estudo
· Backhand e Forehand são os golpes mais utilizados no tênis. Juntos, representam em média, 67% entre todos os possíveis golpes executados em um jogo;
· Poucos estudos abordam os aspectos biomecânicos do backhand;
· Utilizar os dados obtidos com este estudo para o auxílio do ensino da modalidade tênis.

Objetivo do Estudo
O objetivo deste estudo foi descrever as características biomecânicas dos músculos relacionados à utilização de duas diferentes técnicas de backhand.

Hipótese Inicial
A técnica de backhand com duas mãos demanda maiores contrações musculares para o movimento de rotação do quadril se comparada à técnica de backhand com uma mão.

Material e Métodos
O estudo contou com a participação de 10 tenistas com pelo menos 10 anos de experiência, sendo 5 adeptos da técnica backhand com uma mão e 5 adeptos da técnica backhand com duas mãos. Todos os tenistas executaram os golpes de backhand monitorados por um aparelho chamado eletromiógrafo. Este aparelho registra a atividade elétrica presente no músculo em contração. Especificamente neste estudo, monitoramos o músculo eretor espinhal, um dos responsáveis pelo movimento de rotação do quadril, e conseqüente giro do tronco. Esta atividade foi registrada em duas fases do golpe: pré e pós contato raquete-bola. A FIGURA 06 mostra parte dos equipamentos utilizados:

FIGURA 06 – Equipamento de Eletromiografia (EMG)
Resultados O músculo eretor espinhal apresentou maiores ativações durante a execução do backhand com duas mãos. Esta diferença foi evidenciada na fase pós-contato, devido à maior rotação do quadril característica desta técnica. A rotação do quadril na fase pós-contato se deve à condução do braço não dominante à frente.

Conclusão
Os resultados confirmam a hipótese inicial, confirmando que a técnica de backhand com duas mãos exige maiores contrações musculares para o movimento de rotação do quadril.


Referências Bibliográficas


AKUTAGAWA, S.; KOJIMA, T. Trunk rotation torques through the hip joints during the one- and two-handed backhand tennis strokes. Journal of Sports Sciences, v.23, n.8, p.781-793, 2005.
BRAGA NETO, L. Características dinâmicas e eletromiográficas do forehand e backhand em tenistas. 2008. 246f. Tese (Doutorado) - Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo.
ELLIOTT, B.C.; MARSH, A.P.; OVERHEU, P.R. The topspin backhand drive in tennis: a biomechanical analysis. Journal of Human Movement Studies, n.16, p.1-16, 1989.
GIANGARRA, C.E.; CONROY, B.; JOBE, F.W.; PINK M.; PERRY, J. Electromyographic and cinematographic analysis of elbow function in tennis players using single and double handed backhand strokes. American Journal of Sports Medicine, v.21, n.3, p.394-99, 1993.
REID M.M. The backhand – which one (or two) to use? 2006. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2006.
WEI, S.H.; CHIANG, J.Y.; SHIANG, T.Y.; CHANG, H.Y. Comparison of shock transmission and forearm electromyography between experienced and recreational tennis players during backhand strokes. Clinical Journal of Sports Medicine, v.16, n.2 p.129-135, 2006.

Agradecimento
Gostaria de prestar uma sincera homenagem ao maior conhecedor desta maravilhosa Ciência – Biomecânica – meu sempre orientador Prof. Dr. Alberto Carlos Amadio.
Repetirei então meus agradecimentos que estão registrados em minha Tese de Doutorado:
“Agradeço ao Professor e sempre Amigo, Alberto Carlos Amadio, por sempre acreditar que minha experiência com o Tênis deveria ser submetida à Ciência. Obrigado pelas constantes demonstrações de sabedoria e humildade”.

Prof. Dr. LUDGERO BRAGA NETO é Mestre e Doutor em Biomecânica do Tênis pela USP. Tenista 1ª Classe pela Federação Paulista de Tênis, é Coordenador Técnico da Academia Slice Tennis. Também é professor da disciplina Tênis na Escola de Educação Física e Esporte da USP e realiza Consultoria para clubes e academias.
Contatos pelo fone (11) 9281-2177

ludgero@usp.br

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Atenção Visual

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiotShQMjlUf7YvKp6NkHMa9OejmlfPsIpmT4FiHTycWMCqDTf3asW7XM89yvwUjBbEztekj3cnvA-Z8TqoOtT5HiqhkSBOHJxV2T5W5Fnm0pHcf_nsNDJpE9i9X7SDy2StMd9sQV50OyE/s1600/Slide2.JPGA visão é considerada como nossa "rainha dos sentidos", pois, confiamos nela mais do que os nossos outros sentidos durante a realização de uma tarefa qualquer. O tenista deve saber focar sua atenção visual seletivamente durante uma partida. Essa atenção visual seletiva refere-se ao fato de que o jogador deve angular sua visão ao comportamento do deslocamento do adversário na quadra e a trajetória da bola. Observando atentamente o comportamento do adversário na quadra, podem-se antecipar seus movimentos e/ou arriscar em algumas jogadas mais ousadas. Na questão da trajetória da bola, a mesma não precisa ser observada visualmente em 100%. O importante é focar a visão nos últimos 50% da trajetória final da bola. Isso é conseguido através de um treinamento de atenção visual seletiva.

Foco de atenção no tênis


 
Roger Federer se concentrando para o saque.
 
O controle da atenção pode ser considerado como uma habilidade de grande importância na hora de desempenhar qualquer atividade. No esporte de rendimento, qualquer perda de atenção pode influenciar diretamente no resultado final do jogo ou da competição. O tênis tem a característica de que a perda de um ponto no momento errado pode causar a derrota. Este artigo tem por objetivo abordar alguns aspectos teóricos relacionados com o foco de atenção no esporte e sua relação com o melhor desempenho nas atividades.
O que é atenção?

A atenção é o processo que direciona nossa vigília quando as informações são captadas pelos nossos sentidos, ela também pode ser vista como um mecanismo que consiste na estimulação da percepção seletiva e dirigida (Guallar & Pons, 1994; Martens, 1987; Samulski, 2002). Dentre seus diversos tipos destaca-se a concentração que pode ser definida como a focalização da atenção em um determinado objeto ou em uma ação (Samulski, 2002). No esporte ela é a habilidade de focalizar em estímulos relevantes do ambiente e de manter esse foco ao longo do evento esportivo (Weinberg, 1988; Weinberg & Gould, 2001) e ela pode ser dividida em três partes: concentração em sinais relevantes, manutenção do foco de atenção todo o tempo e consciência da situação.

Qual foco utilizar?

Um outro aspecto da atenção, o tipo de foco utilizado, é de suma importância para o processamento seja adequado e eficiente (quadro 1). Para Cervelló (1999) pode-se identificar quatro tipos de focos: amplo interno, amplo externo, estreito interno e estreito externo.

Quando um indivíduo mantém o primeiro tipo de foco, ele é capaz de organizar e integrar um grande número de pensamentos e percepções, é o estilo adequado para analisar e planejar ações. O segundo estilo permite ao sujeito explorar, perceber e organizar um grande número de estímulos externos, é o foco adequado frente à situações complexas e com um grande nível de informação. O terceiro tipo auxilia a pessoa a focalizar a atenção para uma determinada linha de pensamento, e é adequada para solucionar problemas concretos ou para meditar. O último estilo atencional ajuda o indivíduo a focalizar a atenção para uma atividade mais ou menos complexa evitando as distrações, com o objetivo de realizar uma determinada ação, e é adequado para um grande número de esportes.

A amplitude do foco faz referência à quantidade de estímulos aos quais o atleta deve prestar atenção a cada instante. Sendo que o foco amplo está relacionado com um grande número de estímulo e o foco estreito com apenas um ou dois estímulos mais importantes. Já a direção do foco, faz referência a dirigir a atenção para aspectos externos ou internos do indivíduo.

Uma pesquisa realizada na Espanha por Solanellas, Font & Rodríguez (1996) com jogadores de tênis sobre estilos atencionais (215 tenistas do sexo masculino e 215 do sexo feminino, com idades variando de 12 à idade adulta), os autores utilizaram uma versão adaptada do teste TAIS de Nideffer (1976), onde mostrou que a grande maioria dos jogadores usava um foco estreito durante os jogos (83.85%). Já em relação à direção do foco, os resultados mostraram uma predominância do foco externo (64.60%), porém com uma diferença significativa entre sexo masculino (58.8%) e feminino (71.1%).

Diversos autores realizaram pesquisas relacionando o tipo de foco de atenção e o desempenho, entre os quais destacam-se Robazza, Bortoli & Nougier (1998) que trabalharam com atletas de alto nível, do sexo feminino, da seleção italiana da modalidade de arco e flecha; Radlo, Steinberg, Singer, Barba & Melnikov (2002) com indivíduos que deviam lançar dardos tentando acertar num alvo na parede, os sujeitos eram divididos em dois grupos, um com foco interno e outro com foco externo; Shea & Wulf (1999) avaliou a influência sobre a aprendizagem da atenção num foco externo ou interno e do feedback de foco externo ou interno. Wulf, McConnel, Gärtner & Schwarz (2002) realizaram um estudo com dois experimentos realizados no campo, um com voleibol e outro com futebol. Os resultados desses estudos indicam que o uso do foco de atenção externo, em atividades "fechadas" (saque no tênis), está relacionado com um melhor desempenho nas tarefas executadas pelos sujeitos.

Conclusão

Antes de cada ponto e durante os intervalos entre os pontos os jogadores devem preparar-se da melhor maneira possível para que sua atenção seja adequada ao iniciar o ponto. É importante que esses saibam que tipo de foco utilizar nas diversas situações do jogo. No saque o tenista tem controle sobre a situação, sobre a bola a ser lançada e tem tempo para decidir o que pretende fazer. Além disso, os autores afirmam que neste tipo de tarefa o atleta pode preparar uma estratégia, um plano de ação, um protocolo, uma rotina ou um ritual pré-performance (Lindor & Singer, 2003).

Essa rotina é dividida em fases que auxiliam o tenista a manter a sua atenção durante os jogos. Ela geralmente é composta de atividades que exigem mudanças de foco de atenção, tais como: olhar para as cordas da raquete (foco externo - estreito), relaxamento e respiração (foco interno - estreito), plano tático para o ponto (foco interno - amplo), visualização (foco interno - estreito) e focalização do alvo (foco externo - estreito). Na devolução os tenistas também devem estabelecer rotinas e manter um foco externo - estreito para detectar indícios, no movimento de saque do adversário, que permitam antecipar o tipo de bola e a sua trajetória, melhorando a eficiência da resposta. 
 
Quadro 1. Quatro diferentes tipos de foco de atenção (adaptado de Murray, 2002).
 
              
                         

Referências:

• Cervelló, E. M. G. (1999). Introducción al entrenamiento psicológico. Em J. P. F. García (Org.). Enseñanza y entrenamiento del tenis. (pp. 145-182). Cáceres, Espanha: Universidad de Extremadura. Servicio de publicaciones.
• Guallar, A., Pons, D. (1994). Concentración y atención en el deporte. Em I. Balaguer (Org.), Entrenamiento Psicológico en el Deporte. (pp. 207-245). Valencia, Espanha: Albatros Educación.
• Lindor, R., Singer, R. N. (2003). Preperformance Routines in Self-Paced Tasks: Developmental and Educational Considerations. Em R. Lindor & K. P. Henschen (Org.), The Psychology of Team Sports. (pp. 68-98). Morgantown, Estados Unidos da America: Fitness Information Technology, Inc.
• Martens, R. (1987). Coaches guide to sport psychology. Champaign, Estados Unidos: Human Kinectics Publishers.
• Murray, J. F. (2002). Tenis inteligente: Como jugar y ganar el partido mental. Barcelona, Espanha: Editorial Paidotribo.
• Radlo, S. J., Steinberg, G. M., Singer, R. N., Barba, D. A., Melnikov, A. (2002). The influence of an attentional focus strategy on alpha brain wave activity, heart rate, and dart-throwing performance. International journal of sport psychology, 33 (2), 205-217.
• Robazza, C., Bortoli, L., Nougier, V. (1998). Physiological arousal and performance in elite archers: A field study. European psychologist, 3 (4), 263-270.
• Samulski, D. M. (2002). Psicologia do esporte. Barueri: Manole.
• Shea, C. H. & Wulf, G. (1999). Enhancing motor learning through external-focus instructions and feedback. Human movement Science. 18, 553-571.
• Solanellas, F., Front, J. & Rodríguez, F. A. (1996). Prevalencia del estilo atencional en la población catalana de tensitas. Apunts Educación Física y deportes, 44 - 45, 154-163.
• Weinberg, R. S. & Gould, D. (2001). Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. (M. C. Monteiro, trad.). Porto Alegre: Artmed. (2aEd.).
• Weinberg, R. S. (1988). The mental advantage: Developing your psychological skills in tennis. Champaign, Estados Unidos: Leisure Press.
• Wulf, G., McConnel, N., Gärtner, M. & Schwarz, A. (2002). Enhancing the learning Sport Skills through External-Focus Feedbac. Journal of Motor Behavior, 34(2), 171-182.
 
Laurent Olivier Abes
Trabalha com tênis desde 1994, sendo sócio-proprietário da Mental Tennis Serviços Esportivos Ltda. É formado em Educação Física e Mestre em Psicologia pela Universidade Fededal de Santa Catarina (UFSC). Desde 2003, dedica-se a treinamento mental. É membro do Laboratório de Neurociências do Esporte e do Exercício da UFSC e do Núcleo de Estudos em tênis da Campo da UFSC. e-mail: laurentabes@hotmail.com

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Como o novo sistema Play and Stay pode melhorar seu jogo

Por Suzana Silva


 

A Federação Internacional de Tênis, atenta ao movimento dos tenistas na direção desta ou de outra forma de lazer, percebeu que muitas pessoas que começavam a jogar tênis acabavam parando depois de algum tempo.
Ver um tenista profissional em ação, ter um ídolo esportivo do próprio país, quadras públicas à disposição, tudo isso influi para que alguém decida dar suas primeiras raquetadas.  Mas a permanência no esporte depende de mais alguns fatores.  Quais?
Os leitores deste site provavelmente já foram mordidos pelo “bichinho” do tênis e possuem um mínimo de controle, ou seja, já passaram da fase de “furar” bolas e de usar muito mais tempo pegando bolas perdidas do que efetivamente rebatendo-as.  E o começo?  Foi fácil?
Neste mundo moderno, tecnológico e rápido em que vivemos, são poucas as pessoas que dispõe de paciência e de tempo para aprender um jogo novo e se divertir.  Normalmente usam apenas os dedinhos num joystick ou num teclado e está valendo. 
Tênis?  “Ah, é muito difícil”, “Não tenho coordenação para jogos com bola”, “Eu a uma raquete não poderemos nos dar bem nunca!”, são desculpas comuns para manter as pessoas longe do esporte branco.
E, quando conseguem começar?  Após três meses de infrutíferas tentativas para controlar a bolinha, desistem e partem para esportes ou atividades físicas mais fáceis, e que promovem ganhos em condicionamento físico: corrida, futebol, voleibol, Pilates, e todas as modalidades de fitness.
Respondendo à pergunta do início deste artigo, o sistema Play and Stay é um fator de peso para influenciar a permanência das pessoas no tênis por mais tempo.  O slogan do programa: “Saque, jogue e pontue” já diz tudo: é preciso que o tênis seja encarado em sua essência, ou seja, como um jogo, desde o dia 1. Esta é o segredo da coisa.
As trocas de bola permitidas pelo sistema Play and Stay são o “pulo do gato”: mais bola em jogo, mais deslocamentos por mais tempo, e como conseqüência mais condicionamento físico aeróbico.  Mas, que raio de negócio é isso do Play and Stay?
É tão simples e óbvio que pensamos: como não tive esta idéia antes?  O sistema Play and Stay usa bolas mais lentas, em espaços reduzidos, aumentando as chances de pessoas - com ou sem experiência esportiva anterior - conseguirem trocar mais bolas!  Todo o sistema é baseado neste princípio de facilitar o aprendizado: há quatro velocidades de bola e três tamanhos de quadra progressivos em dificuldade (veja quadro).
Com a bola mais lenta (vermelha, 25% da velocidade da bola normal), no espaço aproximado da área de saque, iniciantes de todas as idades conseguem trocar muitas bolas, desde o primeiro dia.  E a idéia central do sistema fica garantida (saque jogue e pontue desde a primeira aula!).
Conforme o praticante evolui, pode-se aumentar o tamanho da quadra e a velocidade da bola.  Um professor de tênis familiarizado com o sistema poderá ajudar nessa transição.  O importante é que seja mantida a possibilidade de trocas de bola, com domínio pelos praticantes.  É outra coisa praticar com amigos usando a bola correta para o nível de habilidade!
Professores antenados já usam bolas mais lentas em suas aulas de adultos e crianças iniciantes  há algum tempo (aqui no Brasil são fabricadas aquelas bolas com menor pressão, normalmente de duas cores), porque perceberam que além de permitir maiores trocas de bola e a sensação do jogo, também contribuem para o aprendizado mais rápido da técnica.  Explico: mais lentas, permitem que o aluno acerte melhor a percepção do tempo da bola e acione a preparação do golpe, fundamental para o contato firme e à frente do corpo.
Mas, atenção: as duas cores dessas bolas antigas nada têm a ver com as bolas do Play and Stay.  As bolas oficiais do sistema possuem indicação no tubo ou no invólucro indicando Vermelha – Laranja – Verde.  As bolas de duas cores nacionais seriam intermediárias entre a vermelha e a laranja, aproximadamente.
Para saber mais, entre no site da CBT (www.cbtenis.com.br).  Lá, além do link para o site do sistema (www.tennisplayandstay.com), você ainda pode acompanhar a aplicação disso tudo nas competições nacionais até 10 anos.
Lembrando: o sistema facilita o aprendizado para adultos e crianças.
Nos próximos artigos, mais dicas sobre o que o sistema Play and Stay pode fazer pelo seu jogo!

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O TENIS É UM ESPORTE PARA TODOS

Pessoas de qualquer idade, sexo ou grau de deficiência física podem jogar tênis. Não importa o níveo de jogo que tenha, a partir do momento em que saibam sacar, trocar bolas e pontuar, poderão ter a classificação do seu nível de jogo, facilitando, assim, a encontrar parceiro do mesmo nível para jogar.

O tênis é bom para a saúde e para a condição física. A ITF realizou estudos que demonstraram que quando jogadores amadores de nível similar jogam tênis durante uma hora, correm em media 2,5km e mantém um ritmo cardíaco médio entre 140 e 170 batimentos por minuto. Não é de se surpreender que tênis seja o melhor esporte para ajudar as pessoas de todas as idades a se manterem sadias e em plena forma.

Os estudos demonstraram que jogar tênis regularmente.

1 Melhora a saúde e o bem estar geral

2 Melhora a condição física aeróbica, a flexibilidade e a agilidade

3Reduz o risco de doenças como osteoporose, doenças cardíacas e diabetes

4 Melhora a capacidade de tomar decisões e de resolver situações difíceis.