sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Movimentação dos pés em backhand 1 mão

Video Invclivel... Rodick enterrando uma Bola

Dicas tudo que você precisa saber sobre o Saque!















Dicas... TAticas

As regiões da quadra de tênis
Por Ludgero Braga Neto

A quadra de tênis, além de definir os limites do jogo, influencia as ações dos jogadores. Podemos analisar essas ações dividindo a quadra em quatro regiões, as quais são indicadores de opções técnicas e táticas, que devem ser tomadas adequadamente a fim de produzir o melhor golpe possível (Técnica) em determinada situação durante o jogo (Tática). Dentre as inúmeras opções táticas possíveis, serão citados alguns exemplos para cada região.



Região 1 - Região de Defesa

•Nesta região é muito difícil dominar um rally (troca de bolas do fundo de quadra);
•O jogador deve bater a bola com bastante profundidade, de preferência passando alta sobre a rede, para neutralizar um possível ataque do adversário e ainda ganhar tempo para avançar à Região 2, ideal para o rally;
•Quando seu adversário subir à rede ou tentar um winner (ponto vencedor), nunca fique na Região 1, pois você abrirá o ângulo para uma cruzada curta, além de ficar vulnerável a um drop shot (bola curta);
•Se durante o rally você permanecer nesta região, seu adversário poderá subir à rede confortavelmente, pois devido à maior trajetória da bola (maior distância), ele terá mais tempo para chegar e se posicionar na Região 4;
•Esta região exige um maior dispêndio de energia por parte do jogador para aprofundar a bola, o que pode ser comprometedor fisicamente ao final de um jogo de três sets.

Região 2 - Região de Rally, saque e devolução de saque

Rally

•Esta é a típica região onde ocorrem os rallies;
•Durante o rally, a boa colocação do jogador é aproximadamente a 1 metro da linha de base. Muitos jogadores amadores posicionam-se em cima ou pouco à frente da linha de base, a fim de evitar que o adversário execute um drop shot. Esta atitude por várias vezes acaba levando o jogador ao erro, principalmente quando o adversário rebate uma bola mais profunda, não dando tempo para o recuo. O mais lógico taticamente é ficar atrás da linha de base e correr para frente no caso de uma bola curta, ao invés de correr para trás (que é mais difícil) no caso de uma bola profunda;
•Jogadores mais agressivos utilizam esta região para "preparar" o ponto, procurando provocar uma bola mais curta, para então partir para um approach (bola de aproximação à rede) ou um winner;
•Jogadores de fundo de quadra sentem-se "em casa" nesta região.
Saque

•Posicionamento mais adequado para sacar, supondo um jogador destro em um jogo de Simples:
D.C. - Deuce Court
(Quadra do 40/40)


A.C. - Advantage Court
(Quadra da vantagem)


Deuce Court - Para sacar a partir da Deuce Court são possíveis três posições:

A.Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 3 ("saque fechado"), pois a bola tende a deslocar-se em direção ao recebedor (R 1). Além disso, boa parte da quadra à esquerda do sacador ficará "aberta".
B.Este é o melhor ponto para variar o saque: área 4 ("saque aberto") ou área 3 ("saque fechado").
C.Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 4 ("saque aberto").
Advantage Court - Para sacar a partir da Advantage Court, também são possíveis três posições:

D.Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 1 ("saque aberto").
E.Este é o melhor ponto para variar o saque: área 1 ("saque aberto") ou área 2 ("saque fechado"), além da seguinte vantagem: repare que o ponto E está colocado mais lateralmente (em relação ao centro da quadra) que seu equivalente (B) na Deuce Court. Essa diferença se deve ao fato de que a partir deste ponto é possível sacar mais "aberto" (área 1), atacando o backhand (esquerda) de seus adversários (90% deles serão destros). Provavelmente a devolução de saque será na paralela (pois a cruzada exige um ponto de contato mais à frente), ou seja, em seu forehand (direita) e então você poderá atacar seu adversário cruzando (X) ou batendo na paralela (//). Neste último caso, a jogada é conhecida como "wrong-foot" (contra-pé).
F.Se o sacador posicionar-se neste ponto, não será possível sacar efetivamente na área 2 ("saque fechado"), pois a bola tende a deslocar-se em direção ao recebedor (R 2). Além disso, boa parte da quadra à direita do sacador ficará "aberta".
Devolução de saque

•Posicionamento mais adequado para devolver saque, supondo um jogador destro em um jogo de simples:


Normalmente os jogadores amadores adotam uma dessas duas posições para devolver o saque:

o Posição em que o recebedor posiciona-se ao centro da distância entre a linha de centro e a linha lateral de simples (A). Nesta posição, o recebedor alcançará facilmente um saque "fechado" ( o ) mas não alcançará um saque "aberto" ( o ).

o Posição em que o recebedor posiciona-se ao centro da distância B, ou seja, à aproximadamente 1 passo da linha lateral de simples. Neste caso, o recebedor poderá devolver tanto um saque "fechado" ( o ), quanto um saque "aberto" ( o ). Portanto esta é a posição mais adequada.

Obs.1: Isto também funciona para o saque a partir da Advantage Court.
Obs.2: O posicionamento mais adequado quanto à distância da rede dependerá da potência, profundidade e efeito do saque adversário.

Região 3 - Região de Transição

•Região onde ocorrem os seguintes golpes:
◦Half-volley (bate-pronto) - bola golpeada logo após o contato com o solo;
◦Approach-volley (voleio de aproximação) - voleio executado nesta região, também conhecido como 1° voleio;
◦Winner point - ponto vencedor;
◦Approach - bola de aproximação à rede.
•Qualquer que seja o golpe nesta região, este deve ser executado com bastante profundidade, a fim de:
◦dificultar a resposta do adversário;
◦permitir maior tempo para posicionar-se na rede.
•Em caso de uma bola mais curta, onde o jogador é obrigado a correr até esta região, não é aconselhável golpear a bola e voltar para a Região 2. Provavelmente, a bola voltará para sua quadra antes de seu retorno completo ao fundo da quadra e, além disso, você perderá a oportunidade de avançar à rede e pressionar seu adversário, forçando-o a executar um golpe preciso;
•Esta região é popularmente conhecida como "mata-burro", pois o jogador fica vulnerável a receber uma bola próxima aos pés e ser obrigado a executar um bate-pronto;
•É uma região de apenas um golpe ! Bata e avance !!!!
Região 4 - Região de Definição

•Região de alerta, pois seu adversário está pronto para a passada, lob ou golpear a bola em cima de seu corpo;
•Definir, se possível na primeira bola. Não fique "trocando figurinhas";
•O movimento dos golpes nessa região deve ser curto, pois a distância entre você e seu adversário está menor e além disso ele vai querer golpear a bola com mais potência;
•Nesta região você estará pressionando o seu adversário a golpear uma bola de precisão, portanto arriscando mais.
Bibliografia

BRAGA NETO L., et.al. Dynamic characteristics of two techniques applied to the field tennis serve. In: HAAKE S.J., COE A. (eds.) Tennis Science & Technology. Oxford, London, Edinburgh, Malden, Victoria, Paris, Blackwell Science Ltd., pp. 389-393, (2000).
BOLLETTIERI, N. The Five Keys To Tennis. United States Professional Tennis Association, Inc. Florida, 1991.
GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J. The effects of string type and tension on impact in midsized and oversized tennis racquets. The international Journal of Sports Biomechanics, 3, 40-46, 1987.



Estou à disposição para dúvidas e discusssões.



Prof. Ms. LUDGERO BRAGA NETO é tenista de primeira classe pela Federação Paulista de Tênis, Mestre em Educação Física pela USP, onde atualmente faz Doutorado em Biomecânica do Tênis e é professor da disciplina Tênis. Atualmente é também coordenador técnico da Academia Slice Tennis, onde é o treinador da tenista Jenifer Widjaja.

Contatos pelo fone (11) 9281-2177
E-mail: ludgero@usp.br

Dicas... Saude Esporte e Condicionamento Físico

Tennis-elbow: 10 dicas técnicas
Por Ludgero Braga Neto

No artigo anterior sobre tennis elbow, foram apresentadas algumas dicas quanto à escolha do equipamento. Recebi muitos e-mails pedindo dicas técnicas para evitar ou melhorar este tipo de lesão tão incômoda para os amantes do tênis. Na verdade, existem dois fatores causadores de tennis-elbow mais relevantes que a escolha do equipamento: técnica e condicionamento físico.

Dentre os e-mails que recebi, percebi que a maioria dos que têm tennis-elbow voltaram a sentir dores após o tratamento médico e fisioterápico. Esta reincidência normalmente ocorre devido ao não tratamento da causa do problema, a qual está intimamente ligada à técnica (maneira com que o tenista golpeia a bola). Portanto, para resolver o problema definitivamente, não adianta apenas parar de jogar/treinar, tratar a lesão e voltar para a quadra com uma técnica incorreta. Se o tenista não melhorar a mecânica de seus golpes, o problema voltará, ocorrendo o seguinte ciclo:

Dor Médico --> Pausa --> Tratamento --> Jogo

Sendo assim, este artigo tem como objetivo oferecer dicas técnicas que auxiliem os tenistas que sofrem de tennis-elbow, além de promover uma maneira de golpear a bola com maior potência e menor esforço físico, visando portanto a otimização.

Vale ressaltar a importância de procurar um médico, de preferência especializado em Medicina Esportiva, ao primeiro sintoma de dor. Este procedimento poderá evitar o agravamento da lesão.

Golpes de Fundo de Quadra (ground strokes)

1. Executar o contato raquete-bola à frente do corpo.
Esta é uma das dicas mais comuns entre os professores de tênis, mas vamos entender as vantagens:

- Facilita a transferência do peso do corpo sobre a bola. Isso diminui a sobrecarga, principalmente sobre o conjunto cotovelo/antebraço;
- Facilita uma ampla terminação (follow-through) do golpe, evitando as intensas contrações musculares causadas pelas desacelerações bruscas;
- Aumenta a liberdade para golpear a bola na cruzada sem a utilização exagerada do punho. Quando o contato é atrasado, a bola tende a sair na paralela.




Forehand de Hewitt

Backhand de Calatrava

2. Antecipar a preparação (backswing).
Preparação antecipada do ClementOs golpes típicos do fundo de quadra - direita (forehand) e esquerda (backhand) - devem seguir a seguinte ordem de movimento: 1) preparação; 2) passos de ajuste; e 3) terminação. No momento em que a bola tocar a sua quadra, procure já ter finalizado a preparação. Com isso você terá mais tempo para ajustar a posição de seu corpo em relação à bola, evitando o contato atrasado que, como já vimos anteriormente, pode causar lesões.

3. Aumente a terminação (follow-through).
Todos os golpes do tênis possuem três fases: 1) fase de aceleração da raquete; 2) contato raquete-bola; e 3) fase de desaceleração da raquete. Independente do efeito com que você bate na bola, procure sempre fazer uma terminação bem ampla. Assim você terá mais tempo para desacelerar a raquete suavemente, sobrecarregando menos o cotovelo/antebraço.




Terminação curta

Terminação longa

4. Aumente o tempo de contato raquete-bola.
Momento em que a bola toca as cordas: ambas são deformadasAumentando o tempo de contato entre as cordas da raquete e a bola, o "efeito estilingue" entre elas será mais eficiente: as cordas deformam mais e consequentemente transferem maior quantidade de energia para a bola. Assim você terá que acelerar menos a raquete, "economizando" o cotovelo / antebraço. Dica bem prática para aumentar o tempo de contato: "bata e acompanhe a trajetória da bola com a cabeça da raquete".

Voleio

5. Utilize o "slice" para volear.
Uma dica muito importante para o voleio é utilizar o efeito slice, também conhecido como "underspin". Procure "cortar" a bola, movendo a raquete de cima para baixo, isso aumentará a amplitude do golpe, evitando uma brusca desaceleração. Além disso, o efeito slice mantém a bola baixa após o contato com o solo, dificultando a devolução do adversário.




Voleio de direita de Mirnyi

Voleio de esquerda de Sampras

Saque

6. Lance a bola à frente do corpo
Saque de AgassiNo lançamento da bola (toss), procure colocá-la em um ponto a sua frente. Isso obrigará você a "buscar" a bola, estendendo os joelhos, quadril e cotovelo. Desta forma você vai utilizar todo o corpo para sacar, diminuindo a responsabilidade do cotovelo/antebraço na execução do saque. Se você lançar a bola acima de sua cabeça, não poderá utilizar todo o corpo e acabará sacando "só com o braço".

7. Terminação ampla
Saque do RoddickSe você for destro, procure sacar da direita para a esquerda, assim sua terminação será mais ampla. Os canhotos, obviamente, devem sacar da esquerda para a direita. Portanto, durante a execução do saque, seu braço dominante (que segura a raquete) deve cruzar o tronco. Se isso não acontecer, além de ter de desacelerar bruscamente a raquete, você terá de flexionar o punho (snapp) com grande amplitude. Esses dois movimentos são altamente lesivos.

Para Todos os Golpes

8. Utilize a empunhadura adequada
Se você utilizar uma empunhadura inadequada, seus movimentos para golpear a bola necessitarão de grande esforço e portanto terão maiores chances de lesionar seu braço.
Abaixo, segue a lista das 7 empunhaduras mais utilizadas no tênis, bem como a maneira correta de segurá-las:



 

Empunhadura Posição da palma da mão em relação ao cabo
Continental Face 2
Between Entre face 2 e face 3
Eastern de Direita Face 3
Eastern de Esquerda Face 7
Semi-Western Entre face 3 e 4
Western Face 4
Full-Western Face 5

Assim sendo, tenistas que sofrem de tênis-elbow devem utilizar as seguintes empunhaduras:

  • Direita com top spin - Eastern de direita
  • Esquerda com top spin (1 mão) - Eastern de esquerda
  • Esquerda com top spin (2 mãos) - mão de baixo (dominante): continental; mão de cima (não-dominante): eastern de direita
  • Direita com slice - Continental
  • Esquerda com slice - Continental
  • Voleio de direita - Continental
  • Voleio de esquerda - Continental
  • Smash - Continental ou between
  • Saque - Continental ou between

9. Olhe a bola!!!
Parece uma dica óbvia... mas é só ficarmos cinco minutos assistindo a uma aula de tênis para ouvirmos o professor dizer esta frase, talvez a mais clássica dentro do ensino do tênis.
Apesar de óbvia, procure olhar ainda mais a bola, a fim de acertar o "sweet-spot" da raquete. Mas o que é sweet-spot? É a região do encordoamento da raquete onde ocorre a menor transferência de vibração para o braço, além é claro, de impulsionar mais eficientemente a bola.
Procure olhar para a bola desde o momento em que esta toca as cordas da raquete de seu adversário e tente "achar" a costura ou a marca da bola. Isso vai melhorar sua concentração. Repare como os grandes jogadores olham radicalmente a bola:





Chang

Kuerten

Kafelnikov

10. Lei dos mais fortes
Procure travar o punho e utilizar mais o ombro. Com isto, você terá as seguintes vantagens:
§ o ângulo de contato entre as cordas da raquete e a bola irá variar menos, aumentando a precisão do golpe;
§ sendo o ombro uma articulação maior e mais forte que o cotovelo, você terá menor chance de lesões.

Bibliografia:
BRODY, H. Tennis science for tennis players. University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1.989.
CARROLL, R. Tennis Elbow: incidence in local league players. British Journal of Sports Medicine. 15(4): 250-256. 1981.
GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J. The effects of string type and tension on impact in midsized and oversized tennis racquets. The International Journal of Sports Biomechanics, 3, 40-46, 1987.
PLUIM B.M. Rackets, strings and balls in relation to tennis elbow. In: HAAKE S.J., COE A. (eds.) Tennis Science & Technology. Oxford, London, Edinburgh, Malden, Victoria, Paris, Blackwell Science Ltd., pp. 389-393, 2.000.
PRIEST,J.D.; BRADEN,V.; GERBERICH, S.G. The elbow and tennis - part 1. Physician and Sportsmedicine 8(4): 81-91. 1980a

 

Estou à disposição para dúvidas e discusssões.

 



Prof. Ms. LUDGERO BRAGA NETO é tenista de primeira classe pela Federação Paulista de Tênis, Mestre em Educação Física pela USP, onde atualmente faz Doutorado em Biomecânica do Tênis e é professor da disciplina Tênis. Atualmente é também coordenador técnico da Academia Slice Tennis, onde é o treinador da tenista Jenifer Widjaja.

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Dicas... Saude e esporte Condicionamento fisico..

Tennis Elbow: 10 dicas de condicionamento físico
Por Ludgero Braga Neto

Este artigo tem como objetivo completar a série sobre os três fatores causadores de "tennis elbow": já vimos técnica e equipamento, vamos tratar agora do condicionamento físico.

O adequado para os músculos e tendões envolvidos neste tipo de lesão são exercícios de resistência muscular localizada (RML) e flexibilidade. Segundo os médicos Robert Nirschl e Barry Kraushaar, grandes especialistas no assunto, a fase mais importante da reabilitação são os exercícios de RML, que promovem a recuperação da lesão e evitam sua reincidência.

Portanto, a seguir demonstrarei sete exercícios de RML e três de flexibilidade:

1. Extensão do punho

Foto 1 Foto 2
Foto 3 Foto 4

Foto 1 - Coloque o punho em algum apoio, posicionando o antebraço paralelo ao solo. Mantenha o punho em posição de flexão.
Foto 2 - Usando os músculos extensores do punho, mantendo a posição do cotovelo, levante o peso. Mantenha por 3 segundos e volte a posição inicial. Faça este exercício para o lado direito e esquerdo.
Este exercício também pode ser feito com elástico (fotos 3 e 4)

2. Flexão do punho

Foto 5 Foto 6
Foto 7 Foto 8

Foto 5 - Coloque o punho em algum apoio, posicionando o antebraço paralelo ao solo. Mantenha o punho em posição de extensão.
Foto 6 - Usando os músculos flexores do punho, mantendo a posição do cotovelo, levante o peso. Mantenha por 3 segundos e volte a posição inicial. Faça este exercício para o lado direito e esquerdo.
Este exercício também pode ser feito com elástico (fotos 7 e 8)

3. Força de preensão

Foto 9

Foto 9 - Aperte uma bola de tênis utilizando os cinco dedos da mão. Mantenha a contração muscular por 3 segundos. Repita o exercício até começar a sentir os músculos levemente cansados. Se estiver muito difícil, utilize uma bola de borracha conhecida como "bolinha para fisioterapia", que é vendida em farmácias.

4. Exercício do elástico

Com os dedos juntos, passe um elástico fino ao redor dos quatro maiores dedos (exceto o polegar). Com a palma da mão voltada para baixo, tente separar os dedos o máximo possível. Mantenha-os afastados por 3 segundos. Repita até sentir os músculos que movem os dedos levemente cansados. Para aumentar a resistência, fixe o elástico mais próximo das pontas dos dedos.

5. Pronação / Supinação do antebraço

Foto 10

Foto 10 - Sentado, apóie o antebraço em sua coxa. Segure um peso com a palma da mão voltada para cima (Foto 10a). Lentamente, gire o antebraço para dentro (Foto 10b). Este é o movimento de pronação do antebraço. Mantenha por 3 segundos e então volte à posição da Foto 10a. A volta é o movimento de supinação do antebraço.

6. Desvio radial

Foto 11 Foto 12

Deixe seu braço ao lado do corpo, com a mão segurando o peso (o que sobra voltado para frente), como mostra a Foto 11. Com o polegar apontando para frente, levante e abaixe o peso, usando apenas o punho (Foto 12)

7. Desvio ulnar

Foto 13 Foto 14

Deixe seu braço ao lado do corpo, com a mão segurando o peso (o que sobra voltado para trás), como mostra a foto 13. Com o polegar apontando para frente, levante e abaixe o peso, usando apenas o punho (foto 14)

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

  • Antes de realizar os exercícios de RML, faça um aquecimento de aproximadamente 5 minutos, com uma corrida leve ou com uma compressa quente sobre o a região do cotovelo;
  • Para prevenir o agravamento da lesão, é importantíssimo respeitar o aumento gradual da carga para os sete exercícios de RML: comece os exercícios sem utilizar carga, fazendo 1 série de 10 a 15 repetições diariamente. Aumente 5 repetições a cada 2 dias, até conseguir fazer 30 repetições confortavelmente. Então, passe a fazer 2 séries, voltando para 15 repetições cada uma, e vá aumentando 5 repetições por série a cada 2 dias. Quando chegar a 2 séries de 30 repetições, faça os exercícios com um peso de 0,5 kg, e volte para 2 séries de 15 repetições. Continue aumentando gradativamente as repetições, da mesma maneira. Quando chegar novamente a 2 séries de 30 repetições, aumente mais 0,5 kg, e continue assim até 3,0 kg. Porém, de 1,5 kg até 3,0 kg, faça séries até 20 repetições apenas;
  • Se os exercícios causarem dor, volte ao estágio anterior. Se persistir, pare e procure novamente o médico;
  • Aplique gelo por aproximadamente 20 minutos após cada sessão de exercícios;
  • Se o seu médico indicou o uso de cotoveleira ("brace"), utilize-a durante os exercícios.

8. Alongamento: extensão do punho

Foto 15

9. Alongamento: flexão do punho

Foto 16

10. Alongamento: ombro

Foto 17

Bibliografia:

  • BRODY, H. - Tennis Science for Tennis Players. University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1989.
  • GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J. - The Effects of String Type and Tension on Impact in Midsized and Oversized Tennis Racquets. The International Journal of Sports Biomechanics, 3, 40-46, 1987.
  • HATZE, H. - Forces and Duration of Impact and Grip Tighness During the Tennis Stroke. Medicine and Science in Sports, 5, 88-95, 1976.
  • NIRSCHL, R.P.; KRAUSHAAR, B. S. - Keeping tennis elbow at arm´s length: simple, effective, strengthening exercises. The Physician and Sportmedicine, Vol. 245, n° 5, 1996.

 

Estou à disposição para dúvidas e discusssões.

 



Prof. Ms. LUDGERO BRAGA NETO é tenista de primeira classe pela Federação Paulista de Tênis, Mestre em Educação Física pela USP, onde atualmente faz Doutorado em Biomecânica do Tênis e é professor da disciplina Tênis. Atualmente é também coordenador técnico da Academia Slice Tennis, onde é o treinador da tenista Jenifer Widjaja.

Contatos pelo fone (11) 9281-2177
E-mail: ludgero@usp.br

Curiosidades Tudo que você precisa saber sobre os golpes no Tênis

Análise qualitativa dos golpes no tênis
Prof. Dr. Ludgero Braga Neto
04/11/2008

A análise qualitativa dos golpes utilizados no tênis é uma tarefa bastante exigente, devido à velocidade, complexidade e sua natureza dinâmica. Treinadores, possivelmente, seriam mais eficientes se integrassem à prática, informações científicas, utilizando um modelo compreensivo do processo qualitativo de análise.

O modelo qualitativo de análise de Knudson & Morrison (1997), apresentado a seguir, é descrito e ilustrado para vários golpes do tênis. Com este modelo, os treinadores podem melhorar a análise qualitativa referente ao jogador, descrevendo pontos positivos e negativos, diagnosticando as causas de baixo desempenho e assim prescrevendo as possíveis intervenções.

Os treinadores têm como objetivo ajudar a melhorar o desempenho do tenista. O principal método utilizado para isso é baseado na análise qualitativa dos movimentos dos golpes do jogador.

Muitos treinadores são forçados a desenvolver esta habilidade apenas utilizando a sua própria experiência prática, ou seja, fazem uma comparação mental entre o golpe tecnicamente correto e o golpe que estão observando, detectam os possíveis erros e então executam as correções. No entanto, extensas análises qualitativas e pesquisas em ciência do esporte indicam que este método é inadequado (Hay & Reid, 1988; Knudson & Morrison, 1997; McPerson, 1996 e Norman, 1975).

Uma visão interdisciplinar da análise qualitativa exige do treinador contínuos estudos ao longo da carreira, sobre a modalidade, o treinamento e as ciências do esporte.

O modelo proposto por Knudson & Morrison (1997) é utilizado para ilustrar a amplitude da análise qualitativa. Este modelo define a análise qualitativa como: “observação sistemática e julgamento introspectivo da qualidade do movimento humano com o propósito de fornecer a intervenção adequada para melhorar o desempenho”. Esta difícil habilidade pode ser contextualizada nas quatro etapas do modelo de tarefas representadas na FIGURA 1, abaixo:

Projeto
Intervenção ->->->->->->->->-> Observação
Avaliação/Diagnóstico

FIGURA 1 – Modelo de Análise Qualitativa (KNUDSON & MORRISON, 1997).

A seguir, a descrição das etapas apresentadas na FIGURA 1:

  • Projeto – o treinador prepara-se para a análise qualitativa, reunindo informações sobre a modalidade e sobre o jogador, além de preparar a estratégia observacional;
  • Observação – o treinador observa o jogador sob todos os aspectos que julga serem relevantes para reunir informações sobre o desempenho;
  • Avaliação/Diagnóstico – é realizada a avaliação dos pontos positivos e negativos do desempenho do jogador e também o diagnóstico dos problemas referentes aos movimentos dos golpes;
  • Intervenção – esta tarefa é constituída da intervenção do treinador em quadra e, em seguida, realiza-se novamente a tarefa de observação.

Portanto, no momento em que o treinador de tênis for projetar a análise qualitativa, deverá julgar e integrar fontes de informação, como sua experiência e a literatura científica.

É inegável que a experiência é algo insubstituível, uma vez que fornece ricas informações a respeito da modalidade, não obstante, os treinadores devem sempre adquirir novos conhecimentos, por meio de cursos de formação, congressos de atualização, além de manter uma rede de comunicação e compartilhamento entre si. As lições de experiências profissionais transmitidas pelos treinadores devem ser cuidadosamente comparadas com a literatura científica.

Podemos citar como exemplo de controle das variáveis externas, a colocação da bola de tênis em uma posição fixa, sem a necessidade de o tenista realizar cálculos de timing antecipatório para golpeá-la.
As conclusões de uma pesquisa científica são transferíveis para a análise qualitativa e para a intervenção. Porém, o controle experimental das variáveis tende a limitar a generalização dos resultados em situação de jogo.

Apesar de ainda escassas se comparadas a outras áreas, nos últimos anos ocorreu um importante aumento na quantidade de pesquisas em ciências do esporte e também especificamente em tênis, fornecendo mais informações aos treinadores.

Treinadores devem buscar atualização permanente na capacitação profissional, seja na área do movimento humano ou em cursos de formação de treinadores. Os esforços cooperativos entre treinadores e ciência do esporte melhoraram a eficiência da análise qualitativa e, consequentemente, do ensino da modalidade tênis.

O treinador precisa reunir informações sobre vários aspectos do tênis: golpes, equipamentos, métodos de treinamento, regras, tática, entre outros. Todas estas informações devem então ser integradas e organizadas. Uma eficiente estratégia para integrar tais elementos é o estabelecimento de características básicas. Ou seja, características necessárias de um determinado golpe para que este seja executado de forma otimizada, com potência e precisão adequadas, e com o mínimo risco de lesionar o executante. As características básicas devem ser o principal foco do ensino e da análise qualitativa.

Normalmente, as características básicas são descritas como ações ou movimentos. Como exemplo, Knudson (1991) descreve quatro características básicas do forehand:

  • Nível de prontidão do jogador em iniciar o golpe;
  • Fase de preparação curta e rápida da raquete;
  • Rotação do quadril e trajetória da raquete em direção à bola; e
  • Terminação adequada do golpe.

Na fase observacional, é importante lembrar que a percepção visual é severamente limitada a partir do aumento da velocidade dos segmentos corporais envolvidos no movimento. A visão da trajetória da raquete e dos membros superiores do tenista em “golpes balísticos” como o saque e o forehand são extremamente difíceis. Estas limitações de percepção visual do movimento foram discutidas por Knudson e Kluka (1997), os quais concluíram que os observadores devem filtrar e utilizar a grande quantidade de informações de forma cuidadosa, planejando uma estratégia observacional.

Uma estratégia observacional bastante utilizada é baseada na organização das fases do movimento. A estratégia observacional deve ser planejada de forma a simular a situação da natureza do jogo, garantindo que o desempenho seja semelhante à competição. Observar o saque de um tenista sem que ele sofra a pressão da devolução de saque, por exemplo, pode não ser relevante.

O número de tentativas também deve ser levado em conta no planejamento da estratégia observacional. Outro aspecto a ser observado diz respeito ao local do observador. O plano ideal é perpendicular ao plano do movimento a ser observado. Normalmente, utiliza-se câmeras de vídeo de alta velocidade para registrar os gestos rápidos que são executados no tênis. Desta forma, a posterior análise quadro-a-quadro fica facilitada.

Ademais, a tarefa da análise qualitativa envolve dois importantes passos: a avaliação e o diagnóstico. A avaliação determina o desempenho, identificando os pontos positivos e negativos dos movimentos executados pelo tenista. O diagnóstico é a identificação das causas do mau desempenho. Estes dois passos são os mais difíceis da análise qualitativa, devido à natureza interdisciplinar do movimento humano e da necessidade de integrar as ciências do esporte e experiência nas tomadas de decisões.

A abordagem tradicional caracteriza-se apenas em detectar algum erro de movimento e então corrigi-lo com alguma forma de feedback informacional. Já a avaliação significa mais do que detectar diferenças entre o nosso modelo mental de movimento e o movimento que o tenista realizou. Uma vez que os pontos positivos e negativos foram identificados, o analista deve encarar o desafio de determinar qual será a intervenção mais adequada.

Uma abordagem para simplificar o diagnóstico de desempenho na maioria das situações de ensino é determinar o nível de importância das características chave do golpe, baseando-se na experiência do treinador e na literatura científica. Knudson, Luedtke & Faribault (1994), analisando o saque de tenistas iniciantes, propuseram seis características-chave em ordem de importância, como mostra a TABELA 1:

TABELA 1 – Diagnóstico do saque no tênis por ordem de importância das características chave. (KNUDSON et al.,1994).


Característica Chave


Importância


1. Empunhadura (grip)


Determina a trajetória da raquete e a ação do antebraço e punho.


2. Lançamento da bola (toss)


Determina o ritmo do golpe e a trajetória adequada da raquete.


3. Preparação do golpe


Afeta o ritmo e a velocidade da raquete.


4. Contato raquete-bola


Determina a trajetória da bola.


5. Terminação do golpe


Maximiza a velocidade da raquete.


6. Apoio dos pés (stance)


Afeta o equilíbrio, a precisão e a velocidade da raquete.

Com o intuito de melhorar o desempenho de seus atletas, treinadores de tênis encontraram vários caminhos para intervir no processo de aprendizagem. Ressalta-se que intervenção é mais que oferecer o tradicional feedback informacional ou correções.

Outrossim, mesmo com uma grande quantidade de ferramentas, os treinadores devem selecionar cuidadosamente uma única intervenção baseada em seu diagnóstico da situação. Esta atitude evita a ocorrência da chamada “paralisia”, onde o tenista recebe um grande número de informações e não consegue processá-las.

As ciências do esporte, com enfoque em aprendizagem motora e pedagogia, fornecem pesquisas extensivas sobre como os treinadores de tênis devem intervir para melhorar o desempenho dos jogadores. Pesquisas sugerem que o feedback sobre o movimento atual (conhecimento de desempenho) é uma intervenção mais poderosa que a informação de resultado (conhecimento de resultado). De maneira mais prática, o tenista deve receber mais informações sobre “como” golpeou a bola, em detrimento de “onde” golpeou a bola.

Portanto, uma eficiente análise qualitativa envolve a integração de informações baseadas numa visão mais ampla do processo do que o clássico procedimento desenvolvido pelos profissionais que só utilizam como base suas próprias experiências práticas. Os técnicos de tênis serão analistas mais eficientes se esforçarem-se para utilizar as quatro etapas do modelo de tarefas da análise qualitativa (Knudson & Morrison, 1997).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KNUDSON, D. The tennis topspin forehand drive: technique changes and critical elements. Strategies, v.5, n.1, p.19-22, 1991.
KNUDSON, D.; MORRISON, C. Qualitative analysis of human movement. Champaign, IL: Human Kinetics, 1997.
KNUDSON, D.; KLUKA, D. The impact of vision and vision training on sport performance. Journal of Physical Education, Recreation and Dance, v.68, n.4, p.17-24, 1997.
KNUDSON, D.; LUEDTKE, D.; FARIBAULT, J. How to analyze the serve. Strategies, v.7, n.8, p.19-22, 1994.

Estou à disposição para dúvidas e discusssões.



Prof. Dr. LUDGERO BRAGA NETO é Mestre e Doutor em Biomecânica do Tênis pela USP. Tenista 1ª Classe pela Federação Paulista de Tênis, é Coordenador Técnico da Academia Slice Tennis. Também é professor da disciplina Tênis na Escola de Educação Física e Esporte da USP e realiza Consultoria para clubes e academias.

Contatos pelo fone (11) 9281-2177
E-mail: ludgero@usp.br

O TENIS É UM ESPORTE PARA TODOS

Pessoas de qualquer idade, sexo ou grau de deficiência física podem jogar tênis. Não importa o níveo de jogo que tenha, a partir do momento em que saibam sacar, trocar bolas e pontuar, poderão ter a classificação do seu nível de jogo, facilitando, assim, a encontrar parceiro do mesmo nível para jogar.

O tênis é bom para a saúde e para a condição física. A ITF realizou estudos que demonstraram que quando jogadores amadores de nível similar jogam tênis durante uma hora, correm em media 2,5km e mantém um ritmo cardíaco médio entre 140 e 170 batimentos por minuto. Não é de se surpreender que tênis seja o melhor esporte para ajudar as pessoas de todas as idades a se manterem sadias e em plena forma.

Os estudos demonstraram que jogar tênis regularmente.

1 Melhora a saúde e o bem estar geral

2 Melhora a condição física aeróbica, a flexibilidade e a agilidade

3Reduz o risco de doenças como osteoporose, doenças cardíacas e diabetes

4 Melhora a capacidade de tomar decisões e de resolver situações difíceis.