quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Equipamentos

Os equipamentos

Quadra

A quadra deve ser um retângulo de 23,77 m de comprimento por 8,23 m de largura. Deve ser dividida ao meio por uma rede suspensa através de uma corda ou cabo metálico, com um diâmetro máximo de 0,8 cm, cujas extremidades devem ser amarradas ou passar sobre dois postes, os quais não podem ter secção com mais de 15 cm2 ou 15 cm de diâmetro. Os centros dos postes devem ficar a 0,914 cm do lado de fora da quadra e a altura dos postes deve ser tal que o topo da corda ou cabo metálico fique a 1,07 m do solo.

Quando uma quadra serve para os jogos de simples e de duplas, a quadra deverá estar provida com dois postes de sustentação da rede (paus de simples) com uma altura de 1,07m e de não mais de 7,5 cm de largura ou de diâmetro, cujos centros deverão estar colocados a 0,914 m para fora da quadra de simples.Considera-se instalações permanentes de uma quadra não apenas a rede, postes de rede, paus de simples, cabo da rede, cintas ou fitas, mas também paredes ou telas de fundo e laterais, arquibancadas, cadeiras de árbitros e até mesmo árbitros e pegadores de bolas, desde que estejam em seus respectivos lugares.

Rede
A altura da rede, no centro, deverá ser de 0,914m, sendo que a rede deve ser uma malha suficientemente pequena para evitar que a bola atravesse. Para manter essa altura, usa-se uma fita de não menos do que 5 cm e não mais do que 6 cm e de cor branca.

Não devem existir anúncios na rede, fitas ou paus de simples.

Recuo Lateral
Em torneios homologados pela Federação Internacional de Tênis (Copa Davis ou Fed Cup), deve haver um espaço atrás da linha de fundo não menor do que 6,4 m e dos lados não menor do que 3,66m .

A Confederação Brasileira exige o espaço mínimo no fundo da quadra de pelo menos 5,5m e de pelo menos 3m nas laterais.

Teto
A altura mínima para quadras cobertas é de 9 m (medido a partir da rede). Para Copa Davis e Fed Cup, sobe para 12 m e nos eventos oficiais da ATP, o mínimo é de 12,19 m.

Bola
A bola deve ter superfície externa uniforme, de cor branca ou amarela. Se houver qualquer junta, ela não deve ter costura. Diâmetro mínimo é de 6,35cm e o máximo é de 6,67cm. O peso deve variar entre 56,7g e 58,5g.

Todos os testes para pulo, tamanho e deformação devem ser feitos segundo os regulamentos da ITF.

Raquete
O comprimento máximo permitido é de 81,28 cm (ou 32 polegadas), incluindo o cabo, e de 31,75 cm de largura (12,5 polegadas).

A superfície encordoada não deve exceder 39,37 cm (15,5 polegadas) em comprimento e 29,21 cm (11,5 polegadas) na largura.

A superfície da raquete deverá ser plana.
Não é permitido haver mais de um padrão de cordas na face de uma raquete. O padrão deve ser uniforme e não pode ser menos denso no centro do que em outras áreas. As cordas não podem ter diferentes grossuras.

O aro e o cabo devem estar livres de objetos agregados. Únicos dispositivos permitidos são os para limitar ou prevenir desgastes ou vibração ou para diminuir ou aumentar o peso.

O aro, o cabo e as cordas não podem conter qualquer dispositivo que permita mudar-se o formato da raquete ou a distribuição de peso durante a disputa de um ponto.

Dicionário

Termos em inglês

Veja os principais termos utilizados em inglês e sua melhor tradução

A - B - C - D - E - F - G- H - I - J - L - M - N - O - P - Q - R - S - T - U - V - W

A

Advantage - vantagem

Approach - aproximação (em direção à rede)

Asphalt court - quadra de cimento

topo

B

Bagel - placar de 6/0

Ball - bola

Ball change - troca de bolas

Baseline - linha de base, linha de fundo da quadra

Bounce - rebote

Brand - logotipo (patrocínio) que se usa na manga da camisa

Break - quebra

topo

C

Can - lata de bolinhas

Career - carreira

Carpet – piso de tapete

Court - quadra

Clay court - quadra de saibro

Coach - treinador

Chair umpire - juiz de cadeira

Champion - campeão

Championship - campeonato

Change - troca (de lado ou de bola)

Crowd - público

topo

D

Default - abandono do jogo

Defending champion - atual campeão

Delay - suspensão de jogo

Deuce - iguais

Double bagel - placar de duplo 6/0

Double fault - dupla falta (errar os dois saques)

Doubles - duplas

Draw - sorteio

Draw-sheet - a chave impressa

Drills - exercícios repetitivos

Drive - golpe de fundo

Drop volley – deixada com o voleio

Drop shot - curtinha

topo

E

Equipment - equipamento

topo

F

Fault - falta

Final - final

Finalist - finalista

First service - primeiro serviço

Flat - golpe sem efeito

Follow-through - terminação de um golpe

Forehand - golpe do lado em que se segura a raquete

Foot fault - falta com os pés

topo

G

Game - jogo

Game point - ponto que permite vencer o game

Grand Slam - Conjunto dos quatro torneios mais tradicionais (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon, US Open)

Grass court - quadra de grama

Grip – empunhadura

Ground stroke - golpe de fundo

topo

H

Half-volley - bate-pronto quando se está perto da rede

Hard court - quadra sintética (dura)

(To) Hit the ball - bater na bola

topo

I

Indoor – ginásio, quadra fechada

Injury - contusão

topo

J

Judge - juiz

topo

L

Leader - líder

Let - repetir a jogada

Linesman - juiz de linha

Lob - lençol (golpe que encobre o adversário)

Loser - perdedor

Love - zero (do placar)

Lucky loser - jogador eliminado no quali mas que entra na chave principal por desistência de outro jogador

topo

M

Match - partida

Match point - ponto que permite encerrar a partida

Mixed doubles - duplas mistas

topo

N

Net - rede

topo

O

Opponent - adversário

Overhead - golpe dado acima da cabeça

Quarterfinals - quartas-de-final

Out - fora

Outdoor – local aberto, sem cobertura

topo

P

Partner - parceiro

Passing shot - passada

Player - jogador

Point - ponto

Post - poste que segura a rede

Prize money - premiação

Pro set – Set profissional (até 9 games)

Profile - currículo

topo

Q

Qualifying - qualificatório

topo

R

Racket - raquete

Rally - troca de bolas

Ranking - classificação

Referee - árbitro geral do campeonato

Return - devolução de saque

Round - rodada

Ruler - regra

Runner-up (finalist) - vice-campeão

topo

S

Schedule - calendário, programação

Scoreboard - placar

Scores - resultados

Season - temporada

Second service - segundo serviço

Seed - cabeça-de-chave

Semifinal - Semifinal

Service - serviço, saque

Service line - linha de serviço

Service mark - marca do serviço

Set - série que se completa com mínimo de 6 games vencidos

Shot - tiro, golpe

Side - lado

Sidespin - efeito lateral da bola, que a faz descrever parábula lateral

Singles - simples

Slice - efeito cortado ou lateral

Smash - cortada

Special exempt - jogador que tem direito de disputar um torneio sem passar pelo quali por estar disputando as finais de um torneio, maior ou igual, na semana anterior

Spin - efeito

Sponsor - patrocinador

Stands - arquibancadas

Streak - consecutivo

Stroke - golpe

Suporter - torcedor

Sweet spot - ponto ideal de contato entre raquete e bola

Swing-volley - golpe de fundo dado antes de a bola pingar no chão

topo

T

Team - equipe

Title - título

Tie-break ou tiebreaker - sistema de desempate

Time - palavra utilizada pelo juiz de cadeira para indicar que o tempo de descanso está esgotado

Top ten - dez melhores (do ranking)

Topspin - efeito dado por cima da bola

Toss - lançamento da bola para o alto

Tour - circuito

Tournament - torneio

topo

U

Underspin - o mesmo que slice, efeito dado por baixo da bola

Unforced error - erro não-forçado

topo

V

Volley - voleio

topo

W

Warm-up - aquecimento

Warning - advertência

Wild card - convite a um jogador para que ele participe de um torneio

Winner - ponto vencedor, bola lançada em local indefensável

Withdraw - abandono (de jogo)

Wood racket - raquete de madeira

Dicionario

Termos de tênis

Este pequeno dicion ário dá a definição mais apropriada para os termos utilizados com maior frequência no mundo do tênis. Quando a palavra é de origem estrangeira, aparece entre parênteses a pronúncia aproximada em português.

A - B - C - D - E - F - G - H - L - M - N - O - P - Q - R - S - T - U - V - W - Z


A

Ace (êice) - Saque indefensável. A definição moderna admite que o adversário toque na bola, desde que ela continue sua trajetória para o fundo da quadra.

Advertência - Punição disciplinar dada unicamente pelo juiz de cadeira, indicando que o jogador agiu de forma antiética, anti-social ou antiesportiva. Há diferentes níveis de advertência: a mais comum é a sucessão de advertência, advertência com perda de ponto, advertência com perda do game e advertência com perda total do jogo.

Approach (aprôuxi) - Qualquer golpe dado no fundo de quadra com o objetivo de se aproximar da rede para executar o voleio.

Aquecimento - Bate-bola de geralmente cinco minutos, que serve para que os jogadores se preparem para o início da partida, exercitando golpes de fundo, voleios, smashes e saques.

ATP - Sigla da Associação masculina de tênis profissional (Association of Tennis Professsionals).

Australiana - Nome dado a uma formação tática no jogo de duplas, que coloca o parceiro do sacador próximo à rede e no centro da quadra.

topo


B

Bate-pronto - Diz-se de qualquer golpe executado assim que a bola quica no solo e começa a subir. Pode acontecer no voleio ou no fundo de quadra.

Backhand (béqui-rênd) - Golpe dado do lado contrário ao que se segura a raquete (backhand significa costas da mão, ou seja é o golpe em que o tenista mostra as costas da mão ao adversário). Costumeiramente chamado de "esquerda" ou " revés". Observe que o backhand de um canhoto é o lado direito.

Bicicleta - Nome popularmente dado a uma rebatida executada por cima do ombro, quando se corre de costas para a rede, na busca de uma bola lançada por cima pelo adversário.

Bicicleta - Termo criado no Brasil para designar uma derrota por duplo 6/0 (oriundo da gíria "pneu", utilizada para a derrota por 6/0)

Break (brêique) ou quebra - Ganhar o game em que foi o adversário quem sacou.

Break point (brÊique-póint) - Ponto que favorece o recebedor e assim pode conduzir à quebra de saque.

Bye (bái) - Refere-se a um espaço vazio na chave de um torneio, indicando que aquela posição está vaga. O bye é dado em torneios com número inexato de participantes (por exemplo, inscrevem-se 30 para uma chave de 32 ou 48 para uma chave de 64) e deve favorecer sempre os cabeças-de-chave, pela ordem (se houver dois byes, serão dados ao cabeça 1 e cabeça 2).

topo


C

Cabeça-de-chave - Diz-se dos favoritos de um campeonato, geralmente determinados por um ranking. Designam-se cabeças para se evitar que os melhores jogadores de um determinado torneio se encontrem nas primeiras rodadas.

Challenger (tixálendiger) - Categoria de torneio profissional masculino, com premiação que varia de US$ 25 a US$ 100 mil.

Chapado - Golpe dado na bola com pouco efeito. Também chamado de "flat".

Chave - Estrutura de um campeonato, feita por sorteio, que determina a ordem de todos os primeiros jogos e os adversários seguintes de cada vencedor. Serve para o sistema de eliminatória de simples, em que apenas o vencedor de um jogo avança para a rodada seguinte.

Circuito satélite - Categoria de torneio profissional, com premiação entre US$ 25 e US$ 75 mil, em que o torneio é dividido em três etapas preliminares e uma etapa final, sendo que apenas esta última fase oferece pontos para o ranking mundial.

Copa Davis (dêivis) - Nome dado ao campeonato masculino por países, organizado pela Federação Internacional desde 1900.

Corredor - Área entre a linha lateral de simples e a de duplas.

topo


D

Deuce (díuci) - Palavra de origem francesa, que significa igualdade no placar de um game depois que ele atinge 40 a 40. No Brasil, utiliza-se "iguais".

Devolução - Resposta ao saque do adversário.

Direita - Golpe dado do lado que se segura a raquete.

Drills (dríus) - Termo em inglês, utilizado para designar uma série de exercícios por repetição.

Drive (dráiv) - Qualquer golpe executado no fundo da quadra.

Drop shot (dróp-xót) - Mais conhecido por curtinha, é dado com efeito underspin para que caia junto à rede e quique o mais baixo possível.

Drop volley (dróp-vôlei) - Deixadinha dada através de um voleio (ou seja, sem deixar a bola quicar no chão).

Dupla falta - Significa duplo erro no saque, o que dá o ponto ao adversário.

topo


E

Empunhadura - Forma com que se segura a raquete para executar golpes. São basicamente três: western, eastern e continental.

Erros não-forçados - Erros cometidos por um jogador em golpes considerados de fácil execução. A dupla falta é um erro não-forçado por definição.

Esquerda - Veja "backhand".

topo


F

FIT ou ITF - Sigla da Federação Internacional de Tênis (International Tennis Federation)

Flat (flét) - Veja "chapado".

Follow-through (fólou-tru) - Veja "terminação".

Forehand (fór-rend) - Significa palma da mão, ou seja é o golpe em que o tenista mostra a palma da mão ao adversário. Veja "direita".

Fout fault (fút-fal) - Falta cometida com os pés durante a execução de saque, conforme especifica a regra (tocar a linha ou tirar os dois pés do chão antes de a raquete tocar a bola).

Future (fiútiur) - Categoria de torneio profissional masculino, com premiação de US$ 10 ou US$ 15 mil.

topo


G

Game (gueime) - Parte da contagem do tênis. É a unidade que compõe o set. Cada game é disputado por, no mínimo, quatro pontos. Os lances ganhos por cada jogador têm pontuação progressiva de 15, 30, 40 e game. Em caso de empate no 40/40, haverá necessidade de se ganhar dois pontos consecutivos para vencer o game.

Game point (gueime-póint) - Ponto favorável ao sacador, que permite vencer o game.

Garantia - Termo utilizado para designar uma premiação fixa e pré-determinada, a ser paga a um jogador para que ele dispute um torneio, independentemente de sua performance.

Grand Slam - Conjunto dos quatro torneios mais tradicionais do tênis, formado por Australian Open (Austrália), Roland Garros (França), Wimbledon (Inglaterra) e US Open (EUA), supervisionados pela Federação Internacional.

Grand Willy (gran-uíli) - Nome dado ao golpe em que se bate na bola por entre as pernas, de costas para a rede, geralmente na defesa de um lob. Nome é homenagem ao argentino Guillermo Vilas.

Grip - Termo utilizado para designar a grossura do cabo da raquete (é medida em polegadas) ou o material (de couro ou sintético) que reveste o cabo da raquete.

Ground stroke (gráund-istrouque) - Nome em inglês dado a qualquer golpe executado no fundo de quadra.

topo


H

Half-volley (ráf-vôlei) - Nome em inglês que se dá ao bate-pronto quando se está perto da rede.

topo


I

Indoor (indór) - Termo em inglês para designar que a quadra é coberta (fechada).

topo


L

Let (lét) - Expressão utilizada para pedir a repetição de um ponto em função de despreparo do jogador ou interferência externa na partida. Termo vem da expressão em inglês "let's play again" (vamos jogar novamente).

Liftado - Termo retirado do inglês "lift", que designa um golpe executado com efeito top spin na bola.

Linha de base - Ou linha de fundo. A linha que delimita o fundo da quadra.

Lob (lób) - Golpe dado sobre o adversário quando ele está próximo da rede. Tecnicamente, o lob é uma passada.

Lucky loser (lâqui-lúser) - Termo utilizado no tênis profissional para designar jogador que foi eliminado na última rodada do qualificatório, mas que entra na chave principal por desistência de outro jogador.

topo


M

Manter o saque (ou serviço) - Ganhar o game em que se atuou como sacador. O oposto é "perder o serviço", ou seja, perder o game como sacador.

Masters - Tem dois significados. Nos torneios disputados em forma de circuito, é o nome dado à última etapa em que são convocados os melhores classificados das etapas anteriores. Termo também empregado para designar o torneio que fecha uma temporada, com a presença limitada aos melhores do ranking.

Masters Series (síuries) - Nome dado à série dos nove maiores torneios organizados pela Associação masculina (ATP), que substituiu o termo "Super 9" a partir de 2000.

Mata-burro - Termo popular para designar a região da quadra (que fica entre a linha de fundo e a linha de saque) onde o jogador ficará mais vulnerável, caso se posicione ali para responder o golpe do adversário.

Match point (mét-póint) - Ponto que permite encerrar a partida.

topo


N

Net - Expressão utilizada para indicar que o saque resvalou na fita. Caso a bola toque a fita e caia no quadrado correto de saque, haverá um "let", ou seja o saque será repetido.

No-ad (nou-éd) - Forma moderna de contagem de um game, ainda de uso restrito, em que se exclui a necessidade de dois pontos de diferença para vencer o game. Significa "sem vantagem", ou seja, quando se chegar no 40/40, o recebedor escolhe o lado que quer receber. O ponto a ser jogado define imediatamente o vencedor do game.

Not up (nót-âp) - Termo utilizado para indicar que a bola quicou pela segunda vez no solo, geralmente numa jogada em que o tenista rebate a bola já muito perto do chão.

topo


O

Out (áut) - Termo em inglês para designar que a bola foi lançada fora das marcas válidas da quadra ou da área de saque.

Overhead (ôver-réd) - Golpe dado por sobre a cabeça, equivalente ao smash.

Over-rule (ôver-rul) - Prerrogativa exclusiva do árbitro de cadeira de mudar a marcação dada por um juiz de linha.

topo


P

Paredão - Lugar de treino em que o jogador pratica contra uma parede alta, geralmente com marcação da rede como referência.

Passada - Jogada que faz a bola ultrapassar, pelos lados ou pelo alto, um adversário que se encontre próximo à rede.

Passing shot (pássin-xót) - Termo em inglês para indicar a passada.

Pneu - Termo criado no Brasil para designar uma derrota por 6/0. A derrota por duplo 6/0 é chamada de "bicicleta".

Premiação - Valor total em moeda, oferecido na disputa de um torneio.

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Q

Quadra de grama - Superfície que deu origem ao tênis. Pode ser natural ou sintética. Faz a bola quicar baixo e deslizar.

Quadra de har-thru (rar-trú) - Feita com pó de cimento, quase em desuso. É pouco mais veloz que o saibro.

Quadra de saibro - Feita com pó de tijolo, argila ou ladrilho. Desacelera a bola no quique.

Quadra sintética - Feita de resina asfáltica, também chamada de quadra dura, asfáltica ou de cimento. Pode ser muito rápida ou muito lenta, dependendo da última camada de resina que se coloca no piso.

Quadra de tapete - Feito de piso emborrachado, muito veloz.

Qualifying (qualifáin) - O mesmo que qualificatório. Diz-se de uma competição preliminar, realizada com o objetivo de selecionar jogadores para o torneio principal.

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R

Rali - Longa troca de bolas

Ranking (rânquin) - Qualquer sistema matemático que pretenda classificar jogadores ou equipes

Ranking protegido (rânquin) - Sistema criado pela Associação feminina nos anos 90 e adotado pela Associação masculina em 2003 que visa proteger o ranking do tenista que se afasta pelo menos seis meses do circuito por contusão. A regra determina que seja calculada a média do ranking dos três meses seguintes à parada e tal média fique congelada. O "ranking protegido" poderá ser usado pelo tenistas no seu retorno às competições pelo período de 9 meses ou por oito torneios, porém não vale para efeito de determinação de cabeça-de-chave.

Revés - O mesmo que esquerda ou "backhand".

Round-robin (ráund-róbin) - Sistema de disputa em que os participantes são divididos em grupos e jogam entre si dentro do próprio grupo, saindo os melhores classificados de cada grupo para as semifinais ou diretamente para a final, que a partir daí se tornam eliminatórias simples.

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S

Saque ou serviço - Golpe que inicia qualquer game. Deve ser dado atrás da linha de base, em sentido diagonal ao oponente, com a bola sendo lançada da mão em qualquer direção ou altura. O saque só é válido se a bola lançada atingir o quadrado diagonal correspondente. Primeiro saque ou serviço é a primeira tentativa; segundo saque e serviço é a segunda e última tentativa.

Set - Parte da contagem do tênis. A série termina quando um dos tenistas atingir seis games vencidos, desde que haja dois games de diferença. Há jogos em melhor de três ou cinco sets.

Set longo - Série que não pode ser decidida pelo sistema de tie-break e assim exige diferença mínima de dois games, qualquer que seja o placar final.

Set point (sét-póint) - Ponto que permite encerrar um set.

Set profissional - Série que vale por toda uma partida, com vitória para quem atingir primeiramente nove games. O empate em 8/8 força o tie-break.

Sidespin (sáid-ispin) - Efeito dado na lateral da bola, provocando uma parábola na sua trajetória.

Simples - Jogo individual

Slice (isláice) - Nome dado ao efeito dado à bola que a faz girar em sentido contrário ou lateral

Smash (isméx) - Golpe dado por sobre a cabeça. Também conhecido por cortada.

Sorteio - Diz-se da definição da chave de um torneio ou grupo feita por sistema aleatório. Veja "chave".

Special exempt (ispéxial-equizêmpit) - Regra do tênis profissional que dá o direito de um jogador disputar um torneio sem passar pelo quali, desde que esteja disputando a semifinal ou final de um torneio de maior ou igual importância na semana anterior.

Spin (ispín) - Diz-se do tipo de efeito empregado na bolinha. Veja "topspin", "underspin", "sidespin" e "flat".

Subir à rede - Executar um golpe de aproximação (veja "approach"), incluindo-se o própriio saque, que permita definir o ponto seguinte junto à rede.

Super 9 - Antigo nome da série que reunia os nove maiores torneios organizados pela Associação masculina (ATP), substituído em 2000 pelo termo "Masters Series".

Sweet spot (suít-ispót) - Designação em inglês criada para definir o local da raquete onde o impacto com a bola alcançará o máximo rendimento.

Swing-volley (suíngui-vôlei) - Golpe de fundo dado sem que a bola quique no chão.

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T

T - Termo popular, utilizado para indicar o local da quadra que fica próximo às linhas que formam as áreas de saque.

Tennis-elbow (tênis-élbou) - Habitual, dolorosa e perigosa contusão que atinge o cotovelo de tenistas, provocada pela inflamação do tendão.

Tensão - Diz-se da rigidez das cordas de uma raquete. No Brasil, a tensão é medida em libras.

Terminação - É o movimento que o braço que segura a raquete descreve após o contato da raquete com a bola.

Tie-break ou tiebreaker (tái-brêiqui ou tái-brêiquer) - Sistema de desempate utilizado quando o placar atinge 6 games a 6 (no tênis atual). O tie-break vale por um game todo e é disputado em melhor de 12 pontos, com cada jogada valendo 1 ponto. A vitória cabe a quem atingir 7 pontos, desde que com diferença mínima de 2 pontos.

Time (táimi) - Termo utilizado pelo juiz de cadeira para indicar que o tempo de descanso dos jogadores está esgotado.

Timing (táimin) - Termo em inglês que significa "tempo de bola", ou seja a sincronia ideal que se deve executar um golpe.

Tirar o peso - Termo técnico que consiste em devolver uma bola com velocidade bem inferior à que chegou até o jogador.

Topspin (tóp-ispin) - Efeito dado sobre a bola, o que a faz quicar mais alto e em direção ao fundo da quadra após tocar o chão.

Top ten (tóp-ten) - Termo para designar o conjunto dos 10 mais bem classificados (jogadores, duplas, equipes ou países) de um ranking.

Toss (tós) - Termo em inglês que designa o lançamento da bola para o alto durante o movimento de execução de um saque.

Troca de bola - Tem dois sentidos: disputa longa de um ponto com várias rebatidas ou substituição das bolas em jogo por bolas novas (nos torneios profissionais, as trocas acontecem a cada 7 ou 9 games disputados).

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U

Underspin (ânderspin) - Efeito dado por baixo da bola, o que a faz perder velocidade e quicar baixo ao tocar o chão.

topo


V

Vantagem - Ponto que desempata o placar de igualdade (40 a 40 ou deuce). Vantagem significa que o ponto seguinte pode concluir o game. Pode ser "vantagem do sacador" ou "vantagem do recebedor" . Em campeonatos internacionais, diz-se o nome de quem tem a vantagem.

Varejar - Termo popular, já em desuso, que se aplica ao jogador que insiste em devolver bolas altas e lentas.

Voleio - Golpe dado sem que a bola quique no chão, geralmente junto à rede ou em progressão a ela. Note que o voleio alto não é um smash. O swing-volley se diferencia do voleio por ser executado com mecanismo de um golpe de fundo.

topo


W

Wild card (uáild-card) - Convite feito a qualquer jogador para que ele participe de um torneio.

Winner (uíner) - Ponto vencedor. Bola lançada em local indefensável para o adversário. O winner pode ser dado num saque, voleio, deixadinha, passada ou golpe de fundo de quadra.

W.O. (dábliu-ó) - Abreviatura da expressão inglesa "walk-over", que significa vitória de um tenista por não comparecimento do adversário.

WTA - Sigla da Associação feminina de tênis profissional (Women´s Tennis Association)

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Z

Ziguezira - Nome popularmente dado a um efeito pouco comum e que requer extrema habilidade, em que a bola é golpeada com efeito underspin tão perfeito que, ao quicar no chão, volta para o lado do jogador que a golpeou.

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Bellucci liquida Lu e pega top 10 na 2ª rodada do US Open
Quarta, 02 de setembro 2009 às 17:40:00 BRT

Thomaz Bellucci - Gstaad 09

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Soares sofre, mas larga com vitória em NY

Com juros e correção monetária. Assim Thomaz Bellucci, 69o. do mundo, devolveu a derrota da primeira rodada do Aberto da Austrália neste ano nesta quarta-feira diante do taiwanês Yen Hsun Lu, 71o. do ranking. Com uma bela apresentação o brasileiro marcou 6/4 6/2 6/3 após 1h51min e se classificou para a segunda rodada do US Open, último Grand Slam do ano disputado em Nova York.

A primeira etapa foi apetada. Bellucci não conseguia pressionar o serviço do rival nos primeiros games e se virava para confirmar o seu. No quinto chegou a ter três breaks contra, mas salvou todos, um deles com ace. No oitavo teve um break, mas Lu serviu bem e no décimo, Lu deu dupla-falta e no primeiro set-point o jovem de 21 anos aproveitou e finalizou 6/4 em 46 minutos.

O paulista de Tietê embalou na segunda etapa, conseguiu uma quebra e rapidamente fez 2/0. Se desconcentrou um pouco ao perder o saque quando tinha 30/15, mas nada que o abalasse. Conseguiu nova quebra, abriu 4/1 e partiu pra cima do oponente, fechando a segunda etapa em 32 minutos por 6/2.

Na terceira etapa os dois tenistas começaram bem no saque confirmando sem problemas. O brasileiro continuou sem ser incomodado no serviço e aproveitou, partindo pra cima e conquistando a única quebra no sexto game. Ele fez o saque e fechou com um ace, seu oitavo no jogo, com 6/3.

Bellucci, que veio do quali, repete a campanha do ano passado quando venceu o espanhol Oscar Hernandez e parou na segunda fase diante do argentino Juan Martin Del Potro. Ele já soma 70 pontos e defende a pontuação feita na temporada anterior garantindo a permanência entre os 70 do mundo.

Thomaz agora tentará passar pela primeira vez a uma terceira fase de um Major e para isso terá que superar o francês Gilles Simon, nono do mundo, que passou pelo espanhol Daniel Traver com parciais de 6/4 7/6 6/3.

Bellucci tem no currículo duas vitórias sobre tenistas top 30 (Tomas Berdych no challenger de Prostejov em 2008 e Stanislas Wawrinka em Gstaad, 2009), mas nunca bateu um top 10.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Dicas de equipamentos

Guia de cordas: Co-polímero e poliéster

Através das matérias anteriores, conhecemos os tipos de materiais usados na fabricação das cordas para raquetes, além de suas vantagens e desvantagens. Sendo assim, criamos um guia com as principais cordas do mercado, devidamente divididas por grupos, para ajudar o tenista na escolha mais apropriada.

Hoje, falaremos do grupo dos poliéster e co-polímeros, que são os monofilamentos, provavelmente as cordas mais experimentadas atualmente, em virtude de serem uma das mais "novas" cordas que apareceram e a grande maioria dos profissionais usar esse tipo de material. Vale a pena relembrar que não são as cordas mais confortáveis do mercado. Minha dica para aqueles que não se recordam é dar uma olhada na matéria "Corda, o motor da raquete" dessa coluna para ter ciência exata do tipo de cordas a que estamos nos referindo!

Cordas de poliéster: Como vimos, são os famosos "arames" que no geral têm custo baixo, normalmente destinadas para os tenistas que arrebentam muitas cordas, pois tem boa durabilidade apesar de serem as cordas que mais perdem tensão e vibram no mercado. Variam muito pouco ou quase nada de marca para marca, pois não existem grandes avanços técnológicos que possam fazer diferir sensivelmente um modelo de outro. Portanto, para escolha, a marca preferida ou o quesito preço podem determinar qual será a corda usada. A faixa de preço desse tipo de material varia entre R$ 10,00 e R$ 25,00.

- Sonic Polimax II, Toalson Polygut,Tecnifibre Polyspin, Gamma X-tra Poly , Babolat Duralast, Head Competition II, Wilson Enduro Gold, Prince Tournament Poly, Pacific Poly Power, Sigma Poly, etc, estão entre as cordas mais modernas e procuradas do mercado. Como foi dito, não
diferem tanto, mas obviamente possuem algumas diferenças, como algumas terem uma relação custo x benefício mais atrativa ou possuirem uma durabilidade melhor. Mas isso é pessoal, de cada tenista, por isso, para as cordas de poliéster o ideal é experimentar, para saber na prática qual é melhor para a sensibilidade de cada um.

As cordas em Co-polímero também dão a sensação de "arame", porém, possuem muito mais técnologia em sua construção, para começar pelos inúmeros materiais que as compoõe. Por isso, ao contrário das cordas de poliéster, os co-polímeros possuem algumas distinções de marca para marca e até mesmo entre modelos da mesma marca, como veremos a seguir. Mas em um âmbito geral, perdem muito menos tensão e vibram sensivelmente menos.

Dividirei este grupo de cordas em "Econômicas" (co-polímeros de custo mais baixo) e "Top" (as melhores cordas em co-polímero de cada marca).

Co-polímeros econômicas: Têm custo mais alto que as cordas de poliéster, variam entre R$ 25,00 e 35,00, aproximadamente, mas já são indiscutivelmente de maior qualidade quando comparados com as cordas citadas anteriormente. Podemos destacar: Head Ultra Tour e Head Sonic, Pacific Poly power Pro, Tecnifibre ProRed code, Unique Big Hitter, etc.

Co-polímeros top: Reúnem as principais técnologias de suas marcas para esse tipo de corda e são normalmente as que os profissionais usam. São as que menos perdem tensão no mercado e praticamente não vibram, apesar de não "correrem"( deslizarem com o passar do tempo e batidas) ao redor do aro e proporcionarem mais firmeza na batida. Apenas como lembrete, as cordas de poiéster e co-polímeros econômicas também "correm" menos, mas as tops praticamente não correm. Exemplos:

Luxilon Alu Power e Luxilon Original (usadas por tenistas como Guga, Ferrero, Moyá, Federer -Federer usa combinada com tripa natural -, etc.), Pacific Poly Force (Bellucci, Youzhny, Stepanek, etc), Babolat Pro Hurricane Tour ( Nadal, Roddick -usa combinada com tripa natural -,
etc) Gamma Zo Tour, Toalson Thermax, Signum Pro Poly Plasma, etc.

Obviamente, as cordas dessa categoria mostram diferenças uma das outras, por isso, o ideal também é testar alguns modelos, pois algumas são ligeiramente mais confortáveis que outras ou mais firmes. Assim, é muito importante saber o que o tenista procura e sempre conversar com um bom encordoador, que realmente possa indicar o que cada tenista precisa.

Na próxima matéria, falaremos das tripas sintéticas e tripa natural, que são as cordas mais confortáveis do mercado e apresentam diversas particularidades.

Grande abraço e até a próxima!


Fabrizio Tivolli é o encordoador oficial do Brasil Open, atuando também em torneios estaduais e brasileiros. Formado em encordoamento e análise técnica de raquetes por Lucién Nogues na convenção Babolat. É técnico e consultor de equipamentos tenísticos, encordoador e proprietário da Tivolli Sports, de Alphaville. Escrevendo sobre equipamentos também para a Federação Paulista.
E-mail: fabrizio@tivollisports.com.br


 

 

Guia de cordas - parte II: Tripas sintéticas e naturais

Por Fabrizio Tivolli
04/6/2009

Na matéria anterior, iniciamos o guia de cordas falando sobre os monofilamentos em co-polímero e poliéster. Hoje, daremos continuidade falando sobre os grupos de cordas mais confortáveis e com maiores diferenças entre si: as tripas naturais e sintéticas.

Com base nas matérias anteriores que cuidavam do assunto, entendemos por que as tripas sintéticas nos proporcionam (entre outras coisas) maior conforto quando comparadas aos monofilamentos. O fato de serem multifilamentos, em grande parte de materiais e tecnologias mais nobres, ofereçe maior absorção da vibração.

Começando com as tripas sintéticas, iremos subdividi-las em tripas sintéticas "econômicas", "custo x benefício", "tops de linha" e "específicas para efeitos".

Tripas sintéticas econômicas: são as cordas que diferem do nylon por, principalmente, possuírem maior quantidade de filamentos, além da presença de materiais um pouco melhores em sua composição, deixando-as mais confortáveis, mas, muitas vezes, menos duráveis quando comparadas com as cordas em nylon. O preço médio das cordas dessa família fica entre R$12,00 e R$ 25,00. Dica: Se você está em dúvida entre colocar em sua raquete uma corda de nylon ou uma de tripa sintética econômica, procure optar pela sintética, pois conforto nunca é demais e o preço, no final das contas, não valerá tanto a pena.

Babolat Synthetic gut,Pro Speed ou Extra speed, Head Synthetic Gut ou Synthetic gut PPS, Wilson Synthetic gut Extreme ou Ultra, Prince Synthetic gut duraflex, Gamma Challenger, Tecnifibre Ti Syngut, Pacific Syntec ou Duratech são bons exemplos deste tipo de corda no mercado. Qualidade, conforto ou durabilidade diferem entre esses modelos, o ideal sempre é testar alguns modelos.

Tripas sintéticas com melhor custo x benefício: são as cordas que se aproximam das cordas top de linha. No geral, oferecem ótimo conforto com a diferença de um preço mais acessível. Possuem quantidade de filamentos intermediária, na maioria dos casos. Obs: colocarei entre parênteses a característica maior de cada modelo para que vocês possam se situar melhor na hora da escolha.

Principais exemplos: Wilson Stamina (durabilidade) ou Sensation (conforto), Babolat Attraction (conforto), Conquest (velocidade), Syntronic Brio (durabilidade) ou Conquest Ti (velocidade/durabilidade), Toalson L.E.O. (eliminar vibração), Pacific Power line (versatilidade) ou Futura TXT (conforto), Prince Multifilament (conforto), Yonex Ti 880 (eliminar vibração), Head Fibergel power (velocidade/eliminar vibração), Tecnifibre Multifeel, etc.

Tripas sintéticas top de linha: como o nome já diz, as cordas pertencentes a este grupo são as que mais se aproximam da tripa natural, sendo assim, as que possuem maior número de filamentos em sua composição e as melhores tecnologias para o tenista obter o máximo de rendimento.

Exemplos: Gamma Live Wire Professional ou XP, Tecnifibre (qualquer uma da linha biphase), Pacific PMX, Wilson Nxt Tour ou Hollow core, Babolat Xcell premium, Prince Recoil, Head Fxp power, etc.

Tripas sintéticas para efeitos: este tipo de corda favorece os mais variados golpes com efeitos, sobretudo o top spin, pois em sua construção elas são feitas de uma maneira que fiquem rugosas e mais ásperas, fazendo com que a bola agarre mais na corda, consequentemente gerando maior efeito.

Exemplos: Babolat Conquest Rough, Head Fibergel spin, Wilson Super spin, Toalson Asterisk, Prince Top spin, etc.

Tripas naturais: é indiscutívelmente a corda mais complexa de ser fabricada do mercado, consequentemente a mais cara, porém de conforto e toque sem igual. Este tipo de corda possui, no geral, a maior quantidade de filamentos em sua composição. No Brasil, atualmente existem mais marcas trazendo este tipo de corda, são elas: Babolat Vs ou Tonic, Gamma Natural, Pacific Natural, etc.

Dentro dos grupos citados acima, obviamente não estão todos os modelos de corda e marcas disponíveis no mercado. Temos de levar em consideração, também, a sua rotatividade e tempo que ficam em linha. Procurei citar as mais consagradas e de qualidade conhecida e comprovada. Como sempre digo, vale a pena fazer alguns testes e sentir na prática as diferenças que uma área tão cheia de peculiaridades como a das cordas pode oferecer!

Na próxima matéria, falaremos sobre as inúmeras novidades do mercado!

Grande abraço

 


Fabrizio Tivolli é o encordoador oficial do Brasil Open, atuando também em torneios estaduais e brasileiros. Formado em encordoamento e análise técnica de raquetes por Lucién Nogues na convenção Babolat. É técnico e consultor de equipamentos tenísticos, encordoador e proprietário da Tivolli Sports, de Alphaville. Escrevendo sobre equipamentos também para a Federação Paulista.
E-mail: fabrizio@tivollisports.com.br

Curiosidades sobre os equipamentos

Muitas novidades chegam ao mercado. Confira!

Por Fabrizio Tivolli
21/07/2009

Nas últimas matérias, tivemos o guia de cordas, para ajuda-los a escolher o tipo mais adequado deste que talvez seja o item de maior variação no universo de um tenista. No texto de hoje, traremos as últimas novidades do mercado, vale a pena conferir!

Para começar, falamos sobre o lançamento da tecnologia da Head "Youtek",que já está disponível no Brasil através da linha "Speed" usada por Novak Djokovic: foi colocado na área do coração da raquete um gel inteligente com o nome de D30. Esse material enrijece e fica mais consistente à medida que o tenista vai batendo na bola. Consequentemente, a raquete enverga menos e aumenta a resposta do golpe (com menos vibração), daí vem o nome "Youtek", pois esse gel fica mais ou menos rígido de acordo com a força com que o tenista golpeia. Os modelos disponíveis da linha Speed são a Lite (para tenistas de swing curto para médio), a Speed Mp (para swing longo) e a Speed Pro (swing muito longo e agressivo). Dentro de alguns dias estará disponível a consagrada linha Radical, com a tecnologia Youtek.

Também na área das raquetes, acaba de chegar ao Brasil a nova linha da mais do que consagrada Pure Drive. Com o nome "Pure Drive GT", a raquete continua com a mesma configuração de peso, número de cordas, etc. Sua inovação foi também no material. Em sua liga, foi incluído material híbrido de carbono e tungstênio, que fazem com que a estrutura da raquete fique mais firme e forte. O tungstênio ajuda para que ela vibre ainda menos. Além de tudo, ela mantém o eficaz sistema de eliminar vibração
patente da Babolat (Cortex system).

Outra boa novidade é a chegada de raquetes de nível competitivo como a Tecnifibre, de Marcos Baghdatis (Vo2 max Flash 315), Prince Rebel 95 (Gael Monfils) e a Yonex Rd Is 100 (Nalbandian e Hewitt).

A Wilson acaba de lançar uma grande inovação na área das cordas. A Hollow Core é um multifilamento de conforto ímpar, ideal para tenistas que fazem questão do máximo de toque e preferem que a corda vibre o mínimo possível. Isso é possível pois em sua construção, além dos filamentos, ela tem uma base "oca", feita com ar! Ou seja, quando a bola bate é gerado um efeito "estilingue" muito maior, proporcionando melhor controle (pois a bola fica mais tempo em contato com a corda), maior potência (na implusão da volta da corda) e conforto (pelo amortecimento do impacto na corda). Outra opção de extremo conforto é a chegada da Tecnifibre X-one Biphase PU, multifilamento a base de poliamida, uma das melhores cordas dessa categoria.

Também temos novidades para os calçados, como a chegada do novo tênis de Andy Roddick, o Babolat Propulse II, que é muito semelhante ao seu antecessor, salvo a estética e um novo estabilizador de velcro para a base do calcanhar. Um calçado ideal para todos os tipos de superfície, estável e mais leve que sua geração passada. Para os tenistas mais tradicionais, que preferem calçados mais confortáveis, vale a pena conferir o estiloso Lacoste Repel (branco predominante com verde), ideal
para todos os tipo de superfície, possui ponto de giro em seu solado, auxiliando no saibro, além de amortecimento em todo o solado.

Para os acessórios, a Yonex lançou o Grip Powder. Trata-se de um "talco",que quando usado nas mãos e/ou braços minimiza sensivelmente o suor, que atrapalha grande parte dos tenistas. No mercado havia apenas um tipo de gel para essa finalidade, muitos tenistas preferiam um material mais seco. Quanto às bolsas e raqueteiras, as marcas não polparam esforços no quesito imponência, pois com a chegada das raquetes novas, a Head e Babolat trouxeram a nova linha de raqueteiras da linha Pure Drive, que será usada por tenistas como Andy Roddick (linha Holder team line Blue), e a Head trouxe a linha de raqueteiras e mochilas Youtek (Djokovic combi ou Monstercombi). Ambas as linhas são de raqueteiras térmicas e reforçadas, com cores compatíveis com as raquetes.

Agora é com vocês. Na minha opinião, o mercado está recheado de boas novidades e estéticamente falando os produtos estão 100% para as diferenças diretas em nosso jogo. Podemos sentir inúmeras diferenças, principalmente em conforto, graças às inovações no âmbito tecnológico, portanto, quem está disposto a trocar os produtos, agora é a hora!

Grande abraço e até a próxima!


Fabrizio Tivolli é o encordoador oficial do Brasil Open, atuando também em torneios estaduais e brasileiros. Formado em encordoamento e análise técnica de raquetes por Lucién Nogues na convenção Babolat. É técnico e consultor de equipamentos tenísticos, encordoador e proprietário da Tivolli Sports, de Alphaville. Escrevendo sobre equipamentos também para a Federação Paulista.
E-mail: fabrizio@tivollisports.com.br

Tudo que você precisa saber sobre as bolinhas

 

Citação

Tenisbrasil

Tudo o que você precisa saber sobre as bolinhas

Por Fabrizio Tivolli
23/06/2008

Apesar do mundo dos equipamentos para tênis ser cada vez mais amplo e
cheio de novidades que não se resumem apenas às raquetes, mas também à infinidade de acessórios disponíveis, não podemos deixar de lado um produto essencial em nosso jogo: as bolas de tênis. Muitos tenistas podem considerar as bolas como um item sem diferenciações, mas como veremos a seguir, está longe disso!

As bolas de tênis são uma mistura de borracha, lã artificial e lã
natural. O que definirá as características da bola será a quantidade com que cada material desses será usado, o tipo e obviamente a qualidade, o que torna um tipo de bola, mais caro que outro, porém muitas vezes com maior durabilidade e maior qualidade ao jogo.

Para começar, existem bolas específicas para cada superfície, o que traz grandes mudanças na hora do jogo. Podemos dividi-las em bolas para quadra rápida ou dura, para quadra lenta ou saibro e para todos os tipos de superfície.

Bolas para quadra dura ou rápida: Esse tipo de bola tem em sua mistura
maior quantidade de lã natural do que lã artificial, pois a lã natural
oferece maior atrito, consequentemente deixando a bola um pouco mais
lenta. Isso também interfere um pouco na durabilidade da bola.

Bolas para quadra lenta ou saibro: As bolas para quadra lenta possuem
maior quantidade de lã artificial, que é mais "lisa", resultando em menos
atrito, tornando o jogo na quadra lenta um pouco mais rápido.

Bolas para todo tipo de quadra: Esse tipo de bola "all court" é o
"feijão com arroz", pois trata-se de uma mistura homogênea de lã natural
com artificial, tornando-se ideal para qualquer superfície.

Recomendações da ATP: Existem exigências da Associação dos Tenistas Profissionais que definem um padrão mundial para as bolas, o que garante que não encontremos bolas tão distintas entre as marcas. São elas: peso, circunferência, pressão e quique.

Por isso é ideal procurar um tubo de bolas de uma marca credenciada por alguma entidade de respeito no tênis, para não passar nervoso! Muitos tenistas sentem grande diferença quanto ao "peso" da bola, de marca para marca. Realmente isso existe. O que define uma bola mais pesada de outra é a qualidade e tipo de borracha que está sendo usada. Apesar da diferença não ser gritante, ela existe, por isso muitos tenistas têm suas marcas de preferência, por sentir mais a bola, no caso de bolas mais "pesadas", ou até mesmo preferem bolas mais leves para evitar problemas físicos.

Números nas bolas de tênis para que servem? É simplesmente uma questão de diferenciação, pois a bola é exatamente igual. Por exemplo: Vou jogar em meu clube em um fim de semana: escolho a bola da marca "x" com o número 3 e meu colega compra a marca "x" de número 1. Estes numeros só servem (inteligentemente) para não misturar com as bolas do oponente.

Prazo de validade: Antigamente algumas marcas especificavam o prazo de validade de uma bola em 18 meses. Realmente, duram bastante tempo quando estão sob pressão, porém, esse tempo é relativo, pois algumas bolas podem durar mais tempo do que isso (não muito mais!), mas difícilmente duram menos. Por isso, não há um prazo de validade milimétricamente determinado.

Bolas sem pressão: Quando o tubo perde pressão ou a bola é aberta, seus dias já estão contados, pois a bola fica "murcha",quicando muito menos, além de fazer aquele barulho estranho na hora do golpe. Porém, são recomendadas para crianças, por serem menos "duras". Existem as bolas "soft", que são de espuma, ideais para crianças (na minha opinião até aproximadamente 8 anos).

Como guardar? Comentei que a partir do momento que se abre um tubo de bolas, elas já estão com os dias contados, realmente. Porém, existe um
acessório muito útil: o pressurizador de bolas. Trata-se de um tubo de
bolas "rosqueável", que mantém as bolas abertas sob pressão, prolongando sua vida útil. Acho de grande valia, desde que a bola seja de uma qualidade boa, ou seja, terá boa durabilidade de feltro para valer a
pena o investimento.

Espero que tenha tirado boa parte das dúvidas de nossos amigos, caso
contrário espero as perguntas pelo e-mail!

Grande abraço e até a próxima!

Agradecimentos:
Franco Tivolli
Paulo Chaves (Dunlop)


Fabrizio Tivolli é o encordoador oficial do Brasil Open, atuando também em torneios estaduais e brasileiros. Formado em encordoamento e análise técnica de raquetes por Lucién Nogues na convenção Babolat. É técnico e consultor de equipamentos tenísticos, encordoador e proprietário da Tivolli Sports, de Alphaville. Escrevendo sobre equipamentos também para a Federação Paulista.
E-mail: fabrizio@tivollisports.com.br


O TENIS É UM ESPORTE PARA TODOS

Pessoas de qualquer idade, sexo ou grau de deficiência física podem jogar tênis. Não importa o níveo de jogo que tenha, a partir do momento em que saibam sacar, trocar bolas e pontuar, poderão ter a classificação do seu nível de jogo, facilitando, assim, a encontrar parceiro do mesmo nível para jogar.

O tênis é bom para a saúde e para a condição física. A ITF realizou estudos que demonstraram que quando jogadores amadores de nível similar jogam tênis durante uma hora, correm em media 2,5km e mantém um ritmo cardíaco médio entre 140 e 170 batimentos por minuto. Não é de se surpreender que tênis seja o melhor esporte para ajudar as pessoas de todas as idades a se manterem sadias e em plena forma.

Os estudos demonstraram que jogar tênis regularmente.

1 Melhora a saúde e o bem estar geral

2 Melhora a condição física aeróbica, a flexibilidade e a agilidade

3Reduz o risco de doenças como osteoporose, doenças cardíacas e diabetes

4 Melhora a capacidade de tomar decisões e de resolver situações difíceis.