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domingo, 5 de maio de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
O que é tennis elbow?
O tennis elbow é um tipo de tendinite que com frequência acomete tenistas amadores, mas é também muito comum em pessoas que utilizam computadores de forma sistemática ou têm outras atividades repetitivas. A inflamação ocorre nos tendões de alguns músculos localizados na face posterior do antebraço, responsáveis basicamente pela extensão do punho e dos dedos.
Os sintomas podem ser diversos: dor no antebraço e/ou na região do cotovelo (epicôndilo), formigamento, inchaço, falta de força. A dor aparece não só ao jogar, mas também nas atividades diárias: ao segurar ou carregar um objeto, ou mesmo virar a maçaneta de uma porta, por exemplo.
O que pode causar o tennis elbow?
No caso dos tenistas, alguns fatores referentes ao esporte podem contribuir para a instalação do tennis elbow:
1) Falhas na mecânica dos golpes
2) Idade (prevalente entre 35 e 50 anos)
3) Raquete mais pesada na cabeça (hammer)
4) Intensidade e frequência de jogo
5) Empunhadura de tamanho inadequado e/ou muita força ao segurá-la
6) Empunhadura western
7) Falta de elasticidade tanto dos músculos do antebraço, como dos ombros, coluna e membros inferiores
8) Falta de aquecimento antes de jogar
No caso de digitadores e outros:
1) mau posicionamento para a execução de tarefas
2) gestos repetitivos em excesso, sem pausas
3) gestos incorretos, sobrecarregando as estruturas corporais
4) fadiga
5) estresse
6) falta de elasticidade e flexibilidade
7) sedentarismo
O que é o Método Maria Luisa Afonso de André?
O método surgiu do fato de Maria Luisa ter sido tenista competitiva na infância e juventude, e sua posterior formação em métodos de cuidados corporais. A demanda por tratamento de tennis elbow levou-a a unir os dois conhecimentos e chegar a uma abordagem de sucesso. Além disso, o tratamento convencional com muita frequência é mal sucedido, o que a instigou a buscar novas maneiras de tratá-lo. O método foi estendido a pessoas que são acometidas de tennis elbow por outras vias, como uso excessivo de computadores e outros esforços repetitivos.
Como funciona o Método Maria Luisa Afonso de André?
O tratamento inicia-se por uma conversa para que a profissional tenha uma visão de como se instalou a tendinite. Desta conversa inicial muito já pode ser dito e ajustado no que concerne à prática do esporte, ao equipamento e ao tenista, ou à pessoa cuja causa do problema é diversa. Uma avaliação postural é também realizada neste primeiro encontro, para que Maria Luisa possa ter ciência de como a estrutura musculoesquelética da pessoa em questão contribuiu para o aparecimento da lesão. Normalmente esses são os dois fatores determinantes para a produção do tennis elbow.
Baseada neste primeiro encontro Maria Luisa planeja um tratamento individualizado, que consiste de manipulações e exercícios, na frequência de uma a duas vezes por semana – dependendo do caso -, durante um tempo médio de 3 meses, podendo ser estendido segundo a gravidade do quadro.
R. Eng. Alcides Barbosa, 29 - Jd. América
São Paulo - SP - Telefone: (11) 3891-2322
Para pessoas que moram fora de SP, um tratamento alternativo é possível. Neste caso, entrar em contato pelo site ou por telefone.
Saiba mais sobre tennis elbow acessando o link artigos
domingo, 26 de agosto de 2012
Raquete do futuro
A Babolat Play & Connect foi apresentada como a raquete do futuro. E é fácil entender o por quê.
Ela possui sensores eletrônicos que registram a performance do atleta, mostrando onde ele deve melhorar e criando estatísticas sobre o jogo. Entre outras coisas, é possível verificar a qualidade dos movimentos, captar a posição da bola na raquete e a velocidade do saque.
Um protótipo foi demonstrado por Rafael Nadal e outros tenistas na primeira rodada de Roland Garros. E o público pode ver no telão, tablet ou smartphone as informações em tempo real dos atletas.
Se os tenistas gostaram da novidade? O espanhol disse que adorou. Já a chinesa Na Li ficou com a pulga atrás da orelha por ter os dados compartilhados com suas adversárias.
E você, o que acha da raquete inteligente?
Abaixo, assista ao vídeo demonstrativo do produto, que deve ser lançado em 2013:
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Quadras Públicas
Para uma população total de 190 milhões de habitantes, dos quais estima-se que ao menos 1,5 milhão pratiquem tênis com alguma regularidade, o Brasil possui apenas 248 quadras de uso público, espalhadas por 14 diferentes Estados, segundo levantamento realizado com exclusividade por TenisBrasil.
A cidade de São Paulo lidera o balanço com 42 quadras, embora algumas sejam poliesportivas com demarcação para tênis. No estado, existem outras 68, além de mais seis em construção, totalizando 116 e portando ficando com mais de 48% de todo o universo do país.
Quase todas as grandes cidades têm número muito pequeno de quadras públicas, como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Campinas. Em outras, como Fortaleza, sequer existem. Destaque para as 13 de Santa Catarina e as 12 de Aracaju. Houve também surpresa ao se localizar 18 em Brasília (embora em estado ruim), duas em São Luís, sete em Boa Vista e uma em Macapá e Teresina. Muitos desses locais oferecem aula gratuita e quadra iluminada. Paredões são poucos.
O levantamento a seguir foi feito a partir dos dados fornecidos por internautas e confirmados por TenisBrasil. Caso exista discordância, inclusão de quadras ou informação adicional (principalmente quanto ao tipo de quadra e estado de conservação), envie os dados para o email joni1@uol.com.br.
SÃO PAULO
Capital
Parque Villa Lobos - 7 sintéticas
Parque Villas Boas - 1 sintética, 1 de saibro abandonada e 1 paredão
Parque Jacintho (Pirituba) - 2 de saibro
Parque da Juventude (Santana) - 2 sintéticas (sem grade lateral)
Parque Ecológico – 2 quadras sintéticas
Clube Escola* com quadras oficiais
CE Pacaembu - 1 de saibro e 1 sintética (iluminadas)
CE Arthur Friederich (Vila Alpina) - 1 sintética
CC Mané Garrincha (Ibirapuera) - 4 de saibro
CE Lapa (Pelezão) - 2 de saibro, 1 sintética (mau estado) e 1 paredão
CE Butantã - 1 quadra
CE dos Trabalhadores (Ceret) - 2 saibro e 4 sintéticas
CE Mooca: 1 quadra
CDC Bolsa D'Água: 2 de saibro (cobertas)
Clube Escola* com quadras não-oficiais (demarcadas em quadras poliesportivas)
CE Jardim São Paulo - 1 quadra
CE Curuçá - 1 quadra
CE Freguesia do Ó - 1 quadra
CE Joerg Bruder - 1 quadra
CE Parque do Carmo - 1 quadra
CE José Bonifácio - 1 quadra
CE Vila Maria - 1 quadra
CE Pirituba - 1 quadra
CDC Santa Bárbara - 1 quadra
* Clube Escola (CE) = o programa oferece raquetes e todo o material para todas idades, com prioridade para crianças. Precisa fazer a carteirinha do local.
Americana
5 quadras
Américo Brasiliense
Centro de Esportes - 1 sintética (mal conservada)
Araraquara
2 de saibro (mau estado)
Barueri
Parque Municipal - 1 quadra
Centro Olimpico Mário Covas - 2 sintéticas
Campo Limpo Paulista
Centro Esportivo Municipal - 1 quadra (sem iluminação)
Campinas
Lagoa do Taquaral - 3 quadras
Unicamp - 3 sintéticas (fins de semana)
Caraguatatuba
Orla - 4 sintéticas
Centro Esportivo Ubaldo Gonçalves - 1 quadra
Catanduva
Centro Esportivo Municipal - 1 quadra
Cerquilho
Avenida Prefeito Antonio Souto - 2 de saibro (iluminadas) e 2 sintéticas (iluminadas, em
construção)
Cubatão
Conjunto Poliesportivo - 2 sintéticas (iluminadas, pouca manutenção e fechadas aos sábados, domingos e feriados)
Franca
Poliesportivo - 2 sintéticas (fechadas no momento)
Guarulhos
Bosque Maia - 1 quadra
Ilha Solteira
2 de saibro
Itajobi
1 de saibro
Itatiba
Parque Ferraz Costa - 2 sintéticas
Jacareí
1 sintética
Jaguariuna
Parque José Dal´Bó Filho - 2 de saibro e 2 sintéticas, com iluminação
Jundiaí
Bolão - 3 de saibro (iluminadas) e 1 paredão, com aulas gratuitas inclusive para cadeirante
e deficiente intelectual
Mogi Guaçu
CE Antonio Campano - 2 sintéticas (gastas, com iluminação ruim)
Paulínia
2 sintéticas
Piracicaba
Universidade de Agronomia - 1 de saibro
Pirassununga
CEFE Médici - 2 sintéticas (iluminação ruim)
Presidente Epitácio
Complexo esportivo - 2 quadras (mau estado)
Salto
CE João Luiz Guarda - 1 sintética
Santo André
Parque Regional da Criança - 1 quadra
São Bernardo do Campo
Estádio 1º de maio - 2 de saibro (fechadas, em reforma)
São Carlos
Sesc - 1 quadra sintética
Universidade Federal - 2 quadras (ótimo estado)
São José do Rio Preto
SESI - 2 quadras (taxa 10 reais)
SESC - 1 quadra (taxa 10 reais)
São José dos Campos
5 sintéticas, em centros comunitários dos bairros Altos de Santana, Vila Tesouro, Jardim Cerejeiras e Jardim Morumbi
São Sebastião
Parque da rua da Praia - 1 quadra
Sertãozinho
Centro Esportivo - 3 sintéticas (com aulas gratuitas)
Sumaré
Centro Esportivo - 2 quadras
Tapiratiba
Centro de Lazer do Trabalhador - 1 quadra (com vestiário)
Várzea Paulista
1 quadra
Em construção
Indaiatuba - Parque Temático, 1 quadra
Presidente Prudente - 2 quadras
Tatuí - 3 de saibro
ALAGOAS
Maceió
Pajuçara - 2 de saibro (precisa se filiar à Associação)
Porto das Pedras
Complexo Tenístico Rumi Farias - 3 quadras, com aulas gratuitas para crianças, com
raquetes e bolas
AMAPÁ
Macapá
1 quadra
BAHIA
Salvador
Boca do Rio - 5 sintéticas e 1 paredão
Feira de Santana
Universidade Estadual - 1 quadra de tennis-fast (mau estado, iluminação ruim)
DISTRITO FEDERAL
Brasília
Defer - 8 sintéticas (mau estado de conservação e pagamento de taxa)
Parque da Cidade - 6 quadras (não tem rede)
Centro Olímpico da UnB - 4 sintéticas (mau estado de conservação)
SHIS QI 13 - 1 quadra sintética
104/105 sul - 1 quadra sintética
112/113 sul - 1 quadra sintética
ESPÍRITO SANTO
Vitória
Praça dos Namorados - 2 quadras sintéticas
Praça do Cauê - 1 quadra (mau estado)
Praça Jacob Suad (Mata da Praia) - 2 quadra (mau estado)
MARANHÃO
São Luís
Lagoa da Jansen - 2 quadras (bem iluminadas)
MATO GROSSO
Primavera do Leste
Pista de caminhada - 1 sintética
MINAS GERAIS
Araxá
2 quadras
Belo Horizonte
Parque das Mangabeiras - 2 sintéticas
Bairro Olhos d´Agua - 1 de saibro
Parque Municipal - 1 sintéticas (péssimo estado)
Caxambu
Parque das Águas - 3 de saibro (iluminadas), com aula para crianças
Juiz de Fora
Universidade Federal - 2 sintéticas
Paraisópolis
Av. Guarda Mor Carneiro - 2 quadras
Poços de Caldas
3 de saibro (iluminadas)
Viçosa
Universidade Federal - 1 sintética
PARANÁ
Curitiba
Jd. Botânico - 3 sintéticas (sem manutenção)
Jd. Ambiental - 1 quadra
Av. Arthur Bernardes - 1 sintética (iluminada, com aulas gratuitas para iniciantes)
Av. Wenceslau Brás - 1 quadra
Maringá
Universidade Estadual - 2 sintéticas
PERNAMBUCO
Recife
Praia de Boa Viagem - 3 sintéticas (1 com aula)
PIAUÍ
Teresina
Praça do 25º BC - 1 sintética (iluminada) e 1 paredão
RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro
Aterro do Flamengo - 2 quadras
Favela da Maré (Vila Olímpica) - 2 sintéticas
Lagoa - 4 sintéticas (2 em frente ao Clube Monte Líbano, 1 no Parque dos Patins, 1 próxima ao Cantagalo)
Parque Leopoldina (Bangu) - 1 quadra
Araruama
1 sintética (iluminada)
Ilha do Governador
Aterro do Cocotá - 2 sintéticas
Niterói
1 de saibro (manutenção ruim)
Volta Redonda
2 quadras
RIO GRANDE DO NORTE
Mossoró
Avenida Rio branco - 1 sintética
RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre
Parque Germânia - 2 sintéticas
Parque José Montaury (Rua 24 de Outubro) - 3 de saibro e 1 paredão
Praça Des. La Hire Guerra (bairro Três Figueiras) - 1 de saibro
Canoas
Parque Eduardo Gomes (Parcão) - 2 de piso asfáltico (1 precária)
Flores da Cunha
2 quadras
Santa Maria
Universidade Federal - 1 quadra
SANTA CATARINA
Florianópolis
Federação Catarinense (Beira-Mar) - 6 de saibro (4 iluminadas)
Universidade Federal - 5 de saibro (iluminadas) e 1 sintética
Blumenau
Parque Ramiro Ruediger - 1 sintética (iluminada)
SERGIPE
Aracaju
Federação (Orla de Atalaia) - 5 de saibro e 7 sintéticas, com aulas para crianças carentes (turistas pagam R$ 20)
RORAIMA
Boa Vista
Complexo Ayrton Senna - 2 quadra
Praça no Bairro Caçari - 1 quadra
Vila Olimpica - 3 quadras
Avenida Terencio Lima - 1 quadra
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Entenda melhor os anti-inflamatórios
Anti-inflamatórios são muito usados no Brasil e em todo o mundo para tratar quadros de dor aguda. Mas porque será? Então podemos falar que eles também são analgésicos? Podemos sim.
Dr. Rogério Teixeira da Silva é Mestre e Doutor em Ortopedia e Medicina Esportiva pela Unifesp, é coordenador do NEO - Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia e diretor da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte da SBOT e médico do grupo de ortopedia e traumatologia esportiva do Hospital São Luiz - Morumbidomingo, 5 de agosto de 2012
Educação corporal
13/05/2012 às 19h55
Por André da Costa Gonçalves (Jacaré)
Teste de pliometria
Existem tenistas de 16 anos com dificuldades de realizar outra atividade física fora da quadra de tênis como andar de bicicleta, nadar, ou não sabem correr e saltar com técnica. O treinamento funcional resgata estas habilidades que tiveram suas fases de ouro na infância e adolescência.
A capacidade funcional é a habilidade utilizada por não-atletas para realizar as atividades normais do dia-a-dia com eficiência, autonomia e independência. Para os atletas, o destaque fica para as técnicas de priocepção, domínio motor e alta especificidade.
Os atletas que praticam o treinamento funcional atingem rapidamente um nível superior. A ótima utilização da cadeia cinética motora é importantíssima para atingir a potência necessária para o profissionalismo.
Com o treinamento funcional é possível criar o exercício específico com os equipamentos (elásticos, bolas, med ball, suíça, reaction ball, zigg ball, balance disc, builder swing, plataformas, cintos, radar). Conseguimos simular o ângulo que está faltando para o golpe sair com velocidade, joelhos e ombros sincronizados para biomecânica ideal, tendinites reduzidas e ainda medir a evolução do tenista (notas de desempenho).
Desenvolvemos e aprendemos exercícios novos com os capacitadores, fisioterapeutas, treinadores, biomecânicos. Todos desenvolvem novas metodologias de ensino para aperfeiçoar de forma rápida o físico do jogador.
O desafio é outro fator para optar pelo funcional, pois utilizando os novos equipamentos para a prática, o treinador eleva o nível dos tenistas rapidamente, com a utilização do desafio ideal e diário e com as progressões (notas de desempenho).
Uma biomecânica de golpes e movimentação ótima reduz o número de contusões (exemplo: Federer). No YouTube, podemos assistir aos melhores tenistas profissionais do mundo utilizando técnicas de treinamento funcional e pilates: Federer, Sharapova, as irmãs Williams, Andy Roddick, Andy Murray, Rafael Nadal, entre outros. Assista a um de nossos vídeos jtfbr youtube.
Mas acredite: eles não mostram tudo que fazem; escondem aquele treino que os fazem vencer determinado adversário.
Conclusão
Esta matéria é parte do estudo “Bateria de testes para tenistas” (700 testes realizados e repetidos entre 4 a 12 vezes por jogador, com idades variando entre dos 8 aos 17 anos. Duração da pesquisa: 12 anos).
Os resultados indicaram deficiência de qualidade em capacidades físicas como: força rápida, potência de golpes, velocidade de arranque e de movimentos, força de impulsão, flexibilidade, nos juvenis brasileiros. (Gonçalves)
Resistência aeróbia é a melhor capacidade física juntamente com os índices técnicos dos golpes de base. Estes índices são elevados nos brasileiros desde os 12 anos, mas não se elevam com os 16 e 18 anos.
Concluindo, existe uma deficiência em técnicas e biomecânicas avançadas, principalmente nas jogadoras.
A falta de utilização da cadeia cinética, a pouca flexão dos joelhos para ativar o principio de ação e reação dos membros inferiores é a principal causa da falta de potência e de profundidade dos golpes dos jogadores a partir dos 16 anos, principalmente nos saques. (Gonçalves 2000.)
Os treinadores precisam desenvolver uma biomecânica mais moderna nos seus jogadores. As necessidades são múltiplas, baseadas em saltos combinados com giros, princípios de equilíbrio, inércia, oposição de forças, transferência de peso, momentum linear e angular e a cadeia cinética (Braga Neto 2010). Aí sim os tenistas brasileiros disputarão os grandes torneios e, mais, irão jogar mais tempo, melhor nível, com menos lesões. O treinamento funcional é uma ótima opção para todas estas gestões.
Diretor do JTF - Formação e Treinamento
Ribeirão Preto / SP
andregoncalves10@hotmail.com
Medicina Esportiva.
26/04/2011 às 10h36
Por Dr. Rogério Teixeira da Silva
É a abreviação de Plasma Rico em Plaquetas.
Tubos de ensaio mostrando o PRP (parte amarela dos tubos) após a
centrifugação
O que vem a ser o tratamento com PRP?
O tratamento consiste na utilização das plaquetas (as células do sangue que são responsáveis pelos processos de cicatrização de tecidos) como auxiliar ao tratamento de doenças e lesões. Antigamente muito usado em cirurgia buco-maxilar e em odontologia, nos últimos anos vem tendo utilidade na cirurgia cardíaca e na ortopedia, além de ser um grande avanço no tratamento de algumas lesões esportivas.
Qual o objetivo do tratamento com PRP?
O objetivo é ajudar o processo natural de cicatrização dos tecidos. Muitas partes do nosso corpo apresentam lesões crônicas pois têm um grande problema na vascularização e nutrição. Um exemplo disso são os tendões, que não têm normalmente grande quantidade de vasos sanguíneos. Isso faz com que eles não tenham um grande potencial de cicatrização, quando apresentam lesões. As plaquetas podem ser excelentes auxiliares na cicatrização destes tecidos, e hoje são recomendadas em muitas situações clínicas.
Onde posso utilizar o tratamento com PRP?
1. Tendinites crônicas (cotovelo, joelho, quadril, tornozelo, entre outros locais)
2. Rupturas parciais de tendões (tendão de aquiles, tendões do joelho)
3. Lesões musculares crônicas (quando nenhum outro tratamento clínico obteve sucesso)
4. Como auxiliar ao tratamento de defeitos de cicatrização de fraturas (as chamadas pseudoartroses)
5. Como tratamento alternativo intra-articular nas artroses iniciais de joelho (em conjunto com outras terapias)
6. Em cirurgias de reparo de tendões e ligamentos do joelho
7. Como auxiliar ao tratamento das lesões de cartilagem do joelho
Forma de PRP condensado, da forma como é utilizado em cirurgias (para isso temos que centrifugar por mais tempo)
Existem evidências científicas para o seu uso em ortopedia?
Sim. Recentemente foram publicados estudos de nível de evidência I (a melhor que pode ser realizada quando falamos em estudos clínicos) mostrando que a terapia com PRP é superior a aplicação de corticóide nas tendinites do cotovelo. Em outras patologias as evidências são de nível II, III e IV, em lesões musculares, tendinites do ombro e tendinopatias de aquiles. Para algumas tendinopatias de aquiles o PRP não deve ser indicado - como no caso da lesão que não apresenta imagens de rupturas intratendíneas. Trabalhos já mostraram que a indicação depende muito da fase da lesão, de qual tecido estamos tratando, e do tipo de processamento destas plaquetas.
Todos os tratamentos com PRP são iguais?
Não. Em nosso país temos somente alguns materiais (todos importados) que estão autorizados a processar o sangue para posteriormente as plaquetas serem colocadas no tendão ou em outra estrutura qualquer. Procedimentos manuais ainda não estão autorizados para serem realizados em consultórios, somente em clínicas que manipulam produtos hemoderivados, como hemocentros. Os diferentes kits para preparo do PRP produzem tipos diferentes de concentrados de células, uns com mais e outros com menos produtos agregados (entre eles os leucócitos). Dependendo do que é pretendido em termos de resposta inflamatória escolhemos um ou outro produto, e é por isso que essa decisão deve ser do seu médico.
Existe alguma complicação quando se utiliza o PRP?
Não. O sangue é processado imediatamente após a sua coleta, e não são usadas substâncias exógenas, somente o sangue do paciente. Uma contra-indicação é que não devemos utilizar este produto em pacientes que tenham tumores na área de implante do PRP, pois isso pode aumentar o processo de crescimento do tumor. Também não existe nenhum problema de doping, para quem quiser utilizar isso em atletas profissionais. A única contra-indicação do PRP é em pacientes que têm baixa concentração plaquetária (a chamada plaquetopenia), pois o processo não gera nenhuma plaqueta, simplesmente concentra as já existentes. Se a concentração de plaquetas é muito baixa não terei como após a centrifugação contar com um número elevado de células.
No sentido de orientar melhor os médicos fizemos uma apresentação que conta toda a história da pesquisa e da aplicação clínica do PRP. Para quem tiver interesse, e for da área médica, por favor acesso o link PRP. A aula é um pouco demorada para começar, pelo fato de ter 40 minutos - apresenta também muitos termos técnicos, mas mostra o que temos hoje de suporte para indicação deste novo tratamento. Pelo fato de envolver um tratamento específico ela só pode ser acessada por médicos após o devido cadastro no site.
Dr. Rogério Teixeira da Silva é Mestre e Doutor em Ortopedia e Medicina Esportiva pela Unifesp, é coordenador do NEO - Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia e diretor da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte da SBOT e médico do grupo de ortopedia e traumatologia esportiva do Hospital São Luiz - Morumbi
Blog: http://docroger.blogspot.com
rogerio@neo.org.br
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Análise Biomecânica do Saque - Fase 4
Prof. Dr. Ludgero Braga Neto
Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:
1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.
Estudando esta quarta fase do saque, começamos a entender a dificuldade dos tenistas iniciantes em sincronizar as diferentes alavancas envolvidas no saque. O movimento de “laçada” é para baixo, e o movimento de extensão dos joelhos é para cima. Repare isso no vídeo abaixo, durante o saque de Roger Federer:
Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:
1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.
A seguir, explicarei cada um dos quatro movimentos que compõem esta fase do saque:
”LAÇADA”
Este movimento tem a finalidade de ampliar a trajetória da cabeça da raquete e assim permitir que o tenista tenha maior distância para acelerar o movimento até o ponto de contato com a bola. Além da distância, o movimento de “laçada” exige uma perfeita sincronização temporal. A raquete não deve parar nas costas. Deve apenas passar pelas costas. Se a raquete parar nas costas, o movimento entrará em inércia, e o sacador deverá gastar muita energia para colocar o sistema em movimento novamente. Para ajustar o ritmo da “laçada”, existe um aparelho bem simples: um cabo de raquete acoplado à uma corda com uma bola presa na ponta. Veja no vídeo abaixo:
Quem me apresentou este aparelho foi o grande tenista e técnico Carlos Alberto Kirmayr. Quem não encontrar esta pequena invenção para comprar, pode adaptar: coloque uma bola de beisebol dentro de uma meia de futebol (comprida). Ou ainda, utilize uma toalha com um nó na ponta, com mostra a Figura abaixo:
Confira abaixo, alguns tenistas na fase de "laçada", caracterizada pela ponta da raquete apontando para baixo:
Talvez agora fique mais claro o motivo de fazermos um dos exercícios mais clássicos de alongamento:
Esta fase, também conhecida como fase de Aceleração, é caracterizada por quatro importantes movimentos:
1) a “laçada”, movimento realizado pelo braço dominante, também conhecido como “back scratch” (coçar as costas);
2) rotação do tronco;
3) extensão dos joelhos, que impulsiona o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola;
4) descida do braço não-dominante até a linha cintura, que estabiliza o corpo para a execução da rotação do tronco.
Estudando esta quarta fase do saque, começamos a entender a dificuldade dos tenistas iniciantes em sincronizar as diferentes alavancas envolvidas no saque. O movimento de “laçada” é para baixo, e o movimento de extensão dos joelhos é para cima. Repare isso no vídeo abaixo, durante o saque de Roger Federer:
A seguir, explicarei cada um dos quatro movimentos que compõem esta fase do saque:
”LAÇADA”
Este movimento tem a finalidade de ampliar a trajetória da cabeça da raquete e assim permitir que o tenista tenha maior distância para acelerar o movimento até o ponto de contato com a bola. Além da distância, o movimento de “laçada” exige uma perfeita sincronização temporal. A raquete não deve parar nas costas. Deve apenas passar pelas costas. Se a raquete parar nas costas, o movimento entrará em inércia, e o sacador deverá gastar muita energia para colocar o sistema em movimento novamente. Para ajustar o ritmo da “laçada”, existe um aparelho bem simples: um cabo de raquete acoplado à uma corda com uma bola presa na ponta. Veja no vídeo abaixo:
Quem me apresentou este aparelho foi o grande tenista e técnico Carlos Alberto Kirmayr. Quem não encontrar esta pequena invenção para comprar, pode adaptar: coloque uma bola de beisebol dentro de uma meia de futebol (comprida). Ou ainda, utilize uma toalha com um nó na ponta, com mostra a Figura abaixo:
Confira abaixo, alguns tenistas na fase de "laçada", caracterizada pela ponta da raquete apontando para baixo:
Talvez agora fique mais claro o motivo de fazermos um dos exercícios mais clássicos de alongamento:
Este alongamento aumenta a flexibilidade do ombro, e assim o movimento de “laçada” será facilitado. Além do alongamento, é possível realizar exercícios específicos que estimulam esta importante alavanca do saque, como mostra o vídeo abaixo:
ROTAÇÃO DO TRONCO
Ao analisarmos um sacador de elite, percebemos que a rotação do tronco ocorre em 3 eixos anatômicos:
1) Rotação de baixo para cima – representa o movimento do ombro direito (no caso dos tenistas destros) de baixo para cima, como mostrado na seqüência de fotos abaixo:
Repare como nas cinco primeiras fotos o ombro direito (em vermelho) está posicionado abaixo do ombro esquerdo (em azul). Nas últimas duas fotos, o ombro direito passa a posicionar-se acima do ombro esquerdo. Por isso esta rotação é conhecida como “shoulder-over-shoulder”.
2) Rotação de trás para frente – representa o movimento do ombro direito (no caso dos tenistas destros) de fora para dentro da quadra, ou ainda, de trás para frente. Repare na seqüência de fotos abaixo, que a tenista inicia o saque com o ombro direito atrás da linha de base, e finaliza o saque com este ombro a frente da linha de base:
3) Rotação da direita para a esquerda (destros) – representa o movimento do ombro para o lado. Esta rotação é conhecida como “twist”.
Abaixo, vemos a representação das três rotações citadas
Em todos esses casos, a rotação do tronco tem como finalidade aumentar a velocidade da raquete até o contato com a bola, através do aumento do momento angular. Estudos mostram que entre as três rotações, a “shoulder-over-shoulder” é a que mais contribui para aumentar a velocidade da raquete, e consequentemente a potência do saque.
EXTENSÃO DOS JOELHOS
Este movimento é responsável por conduzir o corpo do tenista para cima e para frente, em direção à bola que foi lançada. Quanto mais poderosa esta extensão, maior será o alcance vertical e horizontal do tenista. O alcance vertical especificamente é muito importante, pois aumenta o ponto de contato entre a raquete e a bola. Quanto mais alto este ponto de contato, maior a chance de livrar a bola da rede. Veja isso na Figura abaixo:
Veja a seguir uma série de fotos que demonstram essa impulsão:
A descida do braço não-dominante até próximo à cintura é responsável por estabilizar o corpo do tenista, preparando-o para executar as rotações do tronco, principalmente a rotação "shoulder-over-shoulder". Confira abaixo alguns exemplos de tenistas realizando esta estabilização:
À disposição para dúvidas:
ludgerobraganeto@gmail.com
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Retrospectiva 2010
Outra tradição das retrospectivas aqui do Saque e Voleio é a famosa coletânea com os melhores golpes lances do tênis no ano. É algo trabalhoso, que depende um pouco da minha memória e muito do que há disponível no YouTube, a melhor fonte de material para um post assim. Passo horas na frente do computador, faço uma grande lista de lances e, depois, fico mais um tempão julgando e escolhendo os dez melhores.
Antes que vejam, algumas explicações são necessárias. Primeiro: não fiquei quebrando a cabeça com a ordem dos lances. Para mim, pouco faz diferença se o rali de Ferrer e Nadal em Roma ficou na frente do match point salvo por Djokovic no US Open com um swing volley. Os dois pontos são ótimos de ver.
Entretanto, usei alguns critérios básicos (embora não seja tão apegado assim a eles). Lances em jogos importantes valem mais do que em amistosos ou em primeiras rodadas. Até por isso, o Gran Willy de Federer sobre Dabul não ganhou tão destaque quanto, por exemplo, o match point de Verdasco contra Ferrer no US Open. Também dou valor à criatividade, o que joga Hanescu para cima e também deixaria Llodra no alto da lista se houvesse um vídeo decente do saque por baixo que ele executou (e ganhou o ponto) contra Federer.
Com tudo isso explicado, ressalto que o que importa, aqui, é a coletânea. São mais de 20 minutos de pontos impressionantes. Depois, se você, leitor, souber de algum lance que não entrou, use a caixinha e deixe o link para que todos vejam. Só não vale citar ponto sem imagem, combinado? Então clique abaixo e divirta-se. E descubra por que Andy Murray não está sorrindo na foto…
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Backhand com 1 ou 2 mãos?
Por Prof. Dr. Ludgero Braga Neto
Há oito anos, escrevi um texto no site TenisBrasil abordando esta freqüente dúvida entre muitos tenistas. A partir deste texto, recebi muitos e-mails questionando sobre as vantagens e desvantagens de cada um dos dois tipos de backhand. Resolvi então pesquisar este tema, que fez parte da minha Tese de Doutorado, concluída em 2008, na Universidade de São Paulo.
Antes da década de 70, realizar um golpe de esquerda (backhand) com duas mãos era exceção, quase uma heresia. Este golpe nem era citado nos livros de tênis da época. Só passou a receber um pouco de atenção quando jogadores como Jimmy Connors, Chris Evert e Björn Borg começaram a ganhar importantes títulos golpeando o backhand com ambas as mãos.
Atualmente, é fácil verificarmos que grande parte dos tenistas profissionais adotaram o backhand com duas mãos. Apesar deste fenômeno ocorrer principalmente no tênis feminino, também vem ganhando força no masculino: 16 tenistas entre os 20 melhores do mundo (Ranking da ATP em 01 de Novembro 2010) utilizam o backhand com duas mãos. Apenas quatro tenistas utilizam o backhand com uma mão: Federer, Youzhny, Almagro e Ljubicic. Na mesma data, o Ranking da WTA apresenta apenas duas tenistas entre as 20 melhores que utilizam o backhand com uma mão: Schiavone e Henin.
Não podemos negar então, que o backhand evoluiu para duas mãos. Porém, ainda existem extensas discussões entre os técnicos sobre as vantagens e desvantagens de cada golpe. Infelizmente, estas dúvidas acabam se estendendo aos tenistas em fase de formação. Penso que a melhor maneira de tentar resolver esta dicotomia é buscar respaldo na Ciência que mais se aproxima às questões técnicas do tênis: a Biomecânica.
Assim sendo, apresentarei uma comparação entre os dois tipos de backhand, analisando 9 aspectos técnicos baseados em livros especializados e principalmente em estudos científicos. Apresentarei também, alguns resultados obtidos a partir da minha Pesquisa Científica.
ALCANCE – Talvez este seja um dos mais óbvios. Em bolas mais curtas ou laterais, quem utiliza o backhand com uma mão leva vantagem, pois terá a chance de realizar uma extensão total do cotovelo. Nestas situações extremas, o tenista que utiliza o backhand com duas mãos terá seu alcance reduzido devido ao posicionamento da mão não-dominante sobre o cabo da raquete, o que impede a extensão do cotovelo. A Foto 01 mostra esta diferença. Podemos concluir então, que para golpear o backhand com duas mãos, o tenista deverá se aproximar um pouco mais da bola. Além dessa maior distância a ser percorrida, golpear a bola utilizando-se do backhand com duas mãos, torna mais difícil o deslocamento do tenista em direção à bola, o que exige uma maior coordenação.

Foto 01 – Comparação do Alcance entre os dois Backhands.
ANGULAÇÃO - Quem utiliza o backhand com duas mãos tem maior facilidade em cruzar bolas com topspin, principalmente as mais curtas, pois contam com o auxílio do antebraço e punho não-dominante (Foto 02). Obviamente, esse auxílio não ocorre durante o backhand com uma mão.

Foto 02 – Auxílio do antebraço não-dominante no Backhand com 2 mãos.
APRENDIZAGEM – Incluiremos aqui alguns itens que são fundamentais durante a fase de aprendizagem do tênis: demanda de força muscular, coordenação motora e ponto de contato raquete-bola. Quanto à demanda de força muscular, o backhand com duas mãos é o golpe mais recomendado para tenistas iniciantes e/ou mais jovens. Distribui a sobrecarga sobre o sistema ombro/braço/antebraço/punho. Isso proporcionará maior estabilidade na cabeça da raquete no momento do contato com a bola, fase crucial do golpe. Quanto à coordenação motora, o backhand com duas mãos também apresenta vantagens, pois os segmentos corporais atuam de forma mais conjunta e não independente, como ocorre no backhand com uma mão. Além disso, o backhand com duas mãos não exige um ponto de contato tão à frente como o backhand com uma mão, permitindo ao tenista pequenos erros de timing, além de maior conforto por estar mais próximo ao corpo. Ainda, golpeando o backhand com duas mãos, o aprendiz terá menos dificuldades nas inevitáveis bolas altas, podendo utilizar também a mão não-dominante para auxiliá-lo.

Foto 03 – A aprendizagem do Backhand em crianças: grande demanda de força muscular.
PONTO DE CONTATO – O ponto de contato com a bola durante a execução do backhand com uma mão, é aproximadamente, entre 20 e 30 centímetros mais à frente se comparado ao backhand com duas mãos. Esse é um fator complicador em bolas rápidas, pois a técnica com uma mão exige maior velocidade de movimento da raquete, caso contrário o contato será atrasado.
POSICIONAMENTO DOS PÉS- O aumento da velocidade da bola durante as trocas de fundo de quadra (rally) no tênis moderno, forçou os jogadores a utilizar a posição de open stance para golpear o backhand com duas mãos. Esta posição permite ao tenista executar o golpe mantendo os pés de frente para a rede, sem a necessidade de um passo de ajuste extra. A posição clássica (square stance) posiciona o tenista lateralmente, porém exige este passo de ajuste. Sob a perspectiva tática, o open stance facilita a recuperação do tenista em direção ao centro da quadra mais rapidamente, pois ao final do golpe ainda estará posicionado de frente para a rede. Mesmo em open stance, o tenista consegue executar a rotação do quadril e ombros para golpear a bola durante o backhand. Estas são importantes fontes de potência desta técnica. Os tenistas adeptos do backhand com duas mãos, podem utilizar os dois tipos de posicionamento dos pés, dependendo da situação tática. Por outro lado, o jogador que utiliza o backhand com uma mão, poderá realizar o open stance eficientemente apenas em algumas situações específicas. Exemplos: quando necessitar realizar a fase de preparação (backswing) curta, para golpear bolas altas com o apoio no pé esquerdo (destros) ou em devoluções de saque. Confira a diferença entre o posicionamento dos pés na Foto 04, abaixo:

Foto 04 – Maior facilidade em utilizar o Open Stance com 2 mãos.
PREPARAÇÃO DO GOLPE – O backhand com duas mãos demanda um menor tempo de execução da fase de preparação do golpe (backswing). O raio de giro é menor quando comparado ao backhand com uma mão. Os cotovelos podem ser mantidos mais próximos do tronco, facilitando a preparação.
Veja na Foto 05:

Foto 05 – Raio de giro durante a preparação do Backhand.
PREVENÇÃO DE LESÕES - Ao golpear o backhand com duas mãos, o choque gerado pelo contato raquete-bola é distribuído entre os dois braços, diminuindo as chances de lesões, principalmente no cotovelo
SLICE e GOLPES ESPECIAIS – Geralmente, o backhand slice, o bate-pronto do meio da quadra e a curtinha (drop shot), são executados com a empunhadura (grip) continental, coincidindo portanto com a empunhadura da mão dominante durante a execução do backhand com duas mãos. Portanto, o tenista que utiliza o backhand com duas mãos não necessita trocar de empunhadura para realizar estes golpes. Isso é muito importante para esconder a jogada, o chamado disguise. Também é vantajoso durante a subida à rede, pois ao executar a bola de aproximação utilizando o backhand com duas mãos, o tenista não precisará trocar a empunhadura para os próximos golpes: voleio, smash ou bate-pronto. Vale ressaltar que tenistas adeptos do backhand com duas mãos, utilizam esta técnica para golpes chapados ou com topspin, e então, devem utilizar o backhand com uma mão para golpear com slice.
VELOCIDADE DA RAQUETE – Essa é uma das variáveis mais significativas na geração de potência dos golpes. Mais uma vez, os adeptos da técnica de backhand com duas mãos levam vantagem. O menor raio de giro dos executantes desta técnica fornece maior velocidade angular da cabeça da raquete no momento do contato, e potencialmente maiores velocidades lineares no momento e após este contato. Ao golpear o backhand com duas mãos, o tenista utiliza mais as articulações do cotovelo e punho, que por serem menores, geram maiores velocidades.
RESULTADO DA COMPARAÇÃO: Ao final da análise comparativa, percebemos uma ampla vantagem do backhand com duas mãos, que apresentou vantagens em 8 dos 9 aspectos abordados.
Veja na Tabela abaixo, o resumo deste resultado:
| Variável: | Backhand 1 mão | Backhand 2 mãos |
| Alcance | ✔ | ✗ |
| Angulação | ✗ | ✔ |
| Aprendizagem | ✗ | ✔ |
| Ponto de Contato | ✗ | ✔ |
| Posicionamento dos Pés | ✗ | ✔ |
| Preparação do Golpe | ✗ | ✔ |
| Prevenção de Lesões | ✗ | ✔ |
| Slice e Golpes Especiais | ✗ | ✔ |
| Velocidade da Raquete | ✗ | ✔ |
Backhand com uma mão:
* Procure fortalecer o antebraço e o punho. A musculatura destas regiões são muito solicitadas durante a execução deste golpe;
* Treine rebater bolas altas, que sempre incomodam quem utiliza esta técnica;
* Faça treinos que desenvolvam seu tempo de reação, principalmente envolvendo trocas de empunhadura;
* Procure abreviar sua preparação (backswing), principalmente durante a devolução de saque;
* Faça drills para desenvolver sua cruzada curta com topspin, enfatizando a utilização do antebraço.
Backhand com duas mãos:
* Procure fazer do seu backhand com duas mãos, um ”espelho” do forehand: a mão não-dominante deve descrever a mesma trajetória da mão dominante no forehand. Desta forma, você conseguirá utilizar melhor sua mão não-dominante, sobrecarregando menos os músculos do antebraço e punho.
PESQUISA CIENTÍFICA – Após quatro anos absorvendo conhecimentos na graduação, tive a chance de ingressar na área de pesquisa, através da pós-graduação. A grande diferença é a oportunidade em gerar conhecimentos para compartilhar com os profissionais da minha área. A seguir então, apresentarei resumidamente minha pesquisa científica sobre este tema.
Justificativas do Estudo
· Backhand e Forehand são os golpes mais utilizados no tênis. Juntos, representam em média, 67% entre todos os possíveis golpes executados em um jogo;
· Poucos estudos abordam os aspectos biomecânicos do backhand;
· Utilizar os dados obtidos com este estudo para o auxílio do ensino da modalidade tênis.
Objetivo do Estudo
O objetivo deste estudo foi descrever as características biomecânicas dos músculos relacionados à utilização de duas diferentes técnicas de backhand.
Hipótese Inicial
A técnica de backhand com duas mãos demanda maiores contrações musculares para o movimento de rotação do quadril se comparada à técnica de backhand com uma mão.
Material e Métodos
O estudo contou com a participação de 10 tenistas com pelo menos 10 anos de experiência, sendo 5 adeptos da técnica backhand com uma mão e 5 adeptos da técnica backhand com duas mãos. Todos os tenistas executaram os golpes de backhand monitorados por um aparelho chamado eletromiógrafo. Este aparelho registra a atividade elétrica presente no músculo em contração. Especificamente neste estudo, monitoramos o músculo eretor espinhal, um dos responsáveis pelo movimento de rotação do quadril, e conseqüente giro do tronco. Esta atividade foi registrada em duas fases do golpe: pré e pós contato raquete-bola. A FIGURA 06 mostra parte dos equipamentos utilizados:
FIGURA 06 – Equipamento de Eletromiografia (EMG)
Resultados O músculo eretor espinhal apresentou maiores ativações durante a execução do backhand com duas mãos. Esta diferença foi evidenciada na fase pós-contato, devido à maior rotação do quadril característica desta técnica. A rotação do quadril na fase pós-contato se deve à condução do braço não dominante à frente.
Conclusão
Os resultados confirmam a hipótese inicial, confirmando que a técnica de backhand com duas mãos exige maiores contrações musculares para o movimento de rotação do quadril.
Referências Bibliográficas
AKUTAGAWA, S.; KOJIMA, T. Trunk rotation torques through the hip joints during the one- and two-handed backhand tennis strokes. Journal of Sports Sciences, v.23, n.8, p.781-793, 2005.
BRAGA NETO, L. Características dinâmicas e eletromiográficas do forehand e backhand em tenistas. 2008. 246f. Tese (Doutorado) - Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo.
ELLIOTT, B.C.; MARSH, A.P.; OVERHEU, P.R. The topspin backhand drive in tennis: a biomechanical analysis. Journal of Human Movement Studies, n.16, p.1-16, 1989.
GIANGARRA, C.E.; CONROY, B.; JOBE, F.W.; PINK M.; PERRY, J. Electromyographic and cinematographic analysis of elbow function in tennis players using single and double handed backhand strokes. American Journal of Sports Medicine, v.21, n.3, p.394-99, 1993.
REID M.M. The backhand – which one (or two) to use? 2006. Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2006.
WEI, S.H.; CHIANG, J.Y.; SHIANG, T.Y.; CHANG, H.Y. Comparison of shock transmission and forearm electromyography between experienced and recreational tennis players during backhand strokes. Clinical Journal of Sports Medicine, v.16, n.2 p.129-135, 2006.
Agradecimento
Gostaria de prestar uma sincera homenagem ao maior conhecedor desta maravilhosa Ciência – Biomecânica – meu sempre orientador Prof. Dr. Alberto Carlos Amadio.
Repetirei então meus agradecimentos que estão registrados em minha Tese de Doutorado:
“Agradeço ao Professor e sempre Amigo, Alberto Carlos Amadio, por sempre acreditar que minha experiência com o Tênis deveria ser submetida à Ciência. Obrigado pelas constantes demonstrações de sabedoria e humildade”.
Contatos pelo fone (11) 9281-2177
ludgero@usp.br
sábado, 11 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Atenção Visual
Foco de atenção no tênis
O que é atenção?
A atenção é o processo que direciona nossa vigília quando as informações são captadas pelos nossos sentidos, ela também pode ser vista como um mecanismo que consiste na estimulação da percepção seletiva e dirigida (Guallar & Pons, 1994; Martens, 1987; Samulski, 2002). Dentre seus diversos tipos destaca-se a concentração que pode ser definida como a focalização da atenção em um determinado objeto ou em uma ação (Samulski, 2002). No esporte ela é a habilidade de focalizar em estímulos relevantes do ambiente e de manter esse foco ao longo do evento esportivo (Weinberg, 1988; Weinberg & Gould, 2001) e ela pode ser dividida em três partes: concentração em sinais relevantes, manutenção do foco de atenção todo o tempo e consciência da situação.
Qual foco utilizar?
Um outro aspecto da atenção, o tipo de foco utilizado, é de suma importância para o processamento seja adequado e eficiente (quadro 1). Para Cervelló (1999) pode-se identificar quatro tipos de focos: amplo interno, amplo externo, estreito interno e estreito externo.
Quando um indivíduo mantém o primeiro tipo de foco, ele é capaz de organizar e integrar um grande número de pensamentos e percepções, é o estilo adequado para analisar e planejar ações. O segundo estilo permite ao sujeito explorar, perceber e organizar um grande número de estímulos externos, é o foco adequado frente à situações complexas e com um grande nível de informação. O terceiro tipo auxilia a pessoa a focalizar a atenção para uma determinada linha de pensamento, e é adequada para solucionar problemas concretos ou para meditar. O último estilo atencional ajuda o indivíduo a focalizar a atenção para uma atividade mais ou menos complexa evitando as distrações, com o objetivo de realizar uma determinada ação, e é adequado para um grande número de esportes.
A amplitude do foco faz referência à quantidade de estímulos aos quais o atleta deve prestar atenção a cada instante. Sendo que o foco amplo está relacionado com um grande número de estímulo e o foco estreito com apenas um ou dois estímulos mais importantes. Já a direção do foco, faz referência a dirigir a atenção para aspectos externos ou internos do indivíduo.
Uma pesquisa realizada na Espanha por Solanellas, Font & Rodríguez (1996) com jogadores de tênis sobre estilos atencionais (215 tenistas do sexo masculino e 215 do sexo feminino, com idades variando de 12 à idade adulta), os autores utilizaram uma versão adaptada do teste TAIS de Nideffer (1976), onde mostrou que a grande maioria dos jogadores usava um foco estreito durante os jogos (83.85%). Já em relação à direção do foco, os resultados mostraram uma predominância do foco externo (64.60%), porém com uma diferença significativa entre sexo masculino (58.8%) e feminino (71.1%).
Diversos autores realizaram pesquisas relacionando o tipo de foco de atenção e o desempenho, entre os quais destacam-se Robazza, Bortoli & Nougier (1998) que trabalharam com atletas de alto nível, do sexo feminino, da seleção italiana da modalidade de arco e flecha; Radlo, Steinberg, Singer, Barba & Melnikov (2002) com indivíduos que deviam lançar dardos tentando acertar num alvo na parede, os sujeitos eram divididos em dois grupos, um com foco interno e outro com foco externo; Shea & Wulf (1999) avaliou a influência sobre a aprendizagem da atenção num foco externo ou interno e do feedback de foco externo ou interno. Wulf, McConnel, Gärtner & Schwarz (2002) realizaram um estudo com dois experimentos realizados no campo, um com voleibol e outro com futebol. Os resultados desses estudos indicam que o uso do foco de atenção externo, em atividades "fechadas" (saque no tênis), está relacionado com um melhor desempenho nas tarefas executadas pelos sujeitos.
Conclusão
Antes de cada ponto e durante os intervalos entre os pontos os jogadores devem preparar-se da melhor maneira possível para que sua atenção seja adequada ao iniciar o ponto. É importante que esses saibam que tipo de foco utilizar nas diversas situações do jogo. No saque o tenista tem controle sobre a situação, sobre a bola a ser lançada e tem tempo para decidir o que pretende fazer. Além disso, os autores afirmam que neste tipo de tarefa o atleta pode preparar uma estratégia, um plano de ação, um protocolo, uma rotina ou um ritual pré-performance (Lindor & Singer, 2003).
Essa rotina é dividida em fases que auxiliam o tenista a manter a sua atenção durante os jogos. Ela geralmente é composta de atividades que exigem mudanças de foco de atenção, tais como: olhar para as cordas da raquete (foco externo - estreito), relaxamento e respiração (foco interno - estreito), plano tático para o ponto (foco interno - amplo), visualização (foco interno - estreito) e focalização do alvo (foco externo - estreito). Na devolução os tenistas também devem estabelecer rotinas e manter um foco externo - estreito para detectar indícios, no movimento de saque do adversário, que permitam antecipar o tipo de bola e a sua trajetória, melhorando a eficiência da resposta.
• Cervelló, E. M. G. (1999). Introducción al entrenamiento psicológico. Em J. P. F. García (Org.). Enseñanza y entrenamiento del tenis. (pp. 145-182). Cáceres, Espanha: Universidad de Extremadura. Servicio de publicaciones.
• Guallar, A., Pons, D. (1994). Concentración y atención en el deporte. Em I. Balaguer (Org.), Entrenamiento Psicológico en el Deporte. (pp. 207-245). Valencia, Espanha: Albatros Educación.
• Lindor, R., Singer, R. N. (2003). Preperformance Routines in Self-Paced Tasks: Developmental and Educational Considerations. Em R. Lindor & K. P. Henschen (Org.), The Psychology of Team Sports. (pp. 68-98). Morgantown, Estados Unidos da America: Fitness Information Technology, Inc.
• Martens, R. (1987). Coaches guide to sport psychology. Champaign, Estados Unidos: Human Kinectics Publishers.
• Murray, J. F. (2002). Tenis inteligente: Como jugar y ganar el partido mental. Barcelona, Espanha: Editorial Paidotribo.
• Radlo, S. J., Steinberg, G. M., Singer, R. N., Barba, D. A., Melnikov, A. (2002). The influence of an attentional focus strategy on alpha brain wave activity, heart rate, and dart-throwing performance. International journal of sport psychology, 33 (2), 205-217.
• Robazza, C., Bortoli, L., Nougier, V. (1998). Physiological arousal and performance in elite archers: A field study. European psychologist, 3 (4), 263-270.
• Samulski, D. M. (2002). Psicologia do esporte. Barueri: Manole.
• Shea, C. H. & Wulf, G. (1999). Enhancing motor learning through external-focus instructions and feedback. Human movement Science. 18, 553-571.
• Solanellas, F., Front, J. & Rodríguez, F. A. (1996). Prevalencia del estilo atencional en la población catalana de tensitas. Apunts Educación Física y deportes, 44 - 45, 154-163.
• Weinberg, R. S. & Gould, D. (2001). Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. (M. C. Monteiro, trad.). Porto Alegre: Artmed. (2aEd.).
• Weinberg, R. S. (1988). The mental advantage: Developing your psychological skills in tennis. Champaign, Estados Unidos: Leisure Press.
• Wulf, G., McConnel, N., Gärtner, M. & Schwarz, A. (2002). Enhancing the learning Sport Skills through External-Focus Feedbac. Journal of Motor Behavior, 34(2), 171-182.
Laurent Olivier Abes | |
| Trabalha com tênis desde 1994, sendo sócio-proprietário da Mental Tennis Serviços Esportivos Ltda. É formado em Educação Física e Mestre em Psicologia pela Universidade Fededal de Santa Catarina (UFSC). Desde 2003, dedica-se a treinamento mental. É membro do Laboratório de Neurociências do Esporte e do Exercício da UFSC e do Núcleo de Estudos em tênis da Campo da UFSC. e-mail: laurentabes@hotmail.com |
O TENIS É UM ESPORTE PARA TODOS
O tênis é bom para a saúde e para a condição física. A ITF realizou estudos que demonstraram que quando jogadores amadores de nível similar jogam tênis durante uma hora, correm em media 2,5km e mantém um ritmo cardíaco médio entre 140 e 170 batimentos por minuto. Não é de se surpreender que tênis seja o melhor esporte para ajudar as pessoas de todas as idades a se manterem sadias e em plena forma.
Os estudos demonstraram que jogar tênis regularmente.
1 Melhora a saúde e o bem estar geral
2 Melhora a condição física aeróbica, a flexibilidade e a agilidade
3Reduz o risco de doenças como osteoporose, doenças cardíacas e diabetes
4 Melhora a capacidade de tomar decisões e de resolver situações difíceis.











